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Outro video que também toca, e faz pensar... sobre o tema que tem vindo a ser aqui postado.
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Tiago
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Tiago
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Querem legalizar o aborto até às 10 semanas... Mas vejam este filme onde aparecem imagens de uma criança de 9 semanas...
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Tiago
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01:26
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Ainda relativamente à problemática do aborto..ainda não expressei a minha opinião. Pois é assim:
Sou pela despenalização, mas de todo contra a interrupção para além do que já é permitido (violação, má-formação do feto e/ou risco de vida para a parturiente), sendo que irei votar NÃO no referendo.
Porque:
1º: Há quem tenha a felicidade de ter nascido antes de uma lei destas, ou poderia não estar aqui, quem sabe até eu se umas destas leis estivesse em vigor na altura do meu nascimento teria nascido! Todos nós gostamos de viver!;
2º: Porque penso, que existem todos os meios para que as pessoas sejam devidamente informadas, publicidade, inúmeros métodos contraceptivos, consultas de planeamento familiar grátis, etc. etc. (só engravida quem quer!);
3º: Não é o aborto que resolve o problema da actual elevada taxa de gravidez na adolescência! Uma ou duas décadas atrás, nem se falava em aborto e no entanto tal taxa era ínfima!
4º: Se a informação, publicidade e acompanhamento não é suficiente, pois então invista-se nesse campo, sairá concerteza mais em conta que os 1100€ (aproximadamente) que custa ao estado um aborto num "estabelecimento devidamente autorizado..." (isto caso não hajam complicações no aborto, internamento, e sem despesas com material médico!);
5º: Será que quem apoia o sim (que eu não condeno mas também não defendo),está consciente que defende para os outros o que não gostaria que lhe tivesse acontecido? (a menos que quem defende o sim esteja arrependido deter vivido e considere o seu nascimento um erro!);
6º: Não desejemos para os outros o que não desejamos para nós!!
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Tiago
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03:34
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Tiago
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03:23
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Boa noite a todos os assiduos leitores, menos assiduos leitores, eventuais leitores, raros leitores, ocasionais leitores ou até a você que cai neste blog por pura sorte...
Hoje comecei a falar de um assunto sério. Como a data do referido acto se aproxima e alguns grupos SIM e NÃO já começam a ser formadosresolvidebruçar-me sobre esta problemática.
Gostaría de colocar três questões acerca do significado da pergunta escolhida para este Referendo :
Se a "IVG" fôr considerado "aborto" e o "ser vivo" fôr considerado "bebé", tenho de DISCORDAR que não haja na nossa sociedade nenhuma protecção para a sua vida. Acredito que uma sociedade tolerante significa, antes de mais, proteger os mais desprotegidos.
No caso da resposta da maioria dos portugueses vier a ser sim, estaremos a avançar em sentido contrário, e deixamos crescer no nosso meio uma cultura de morte, que é contrária à nossa cultura!!!
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Tiago
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A pergunta para o Referendo está mal concebida!
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Tiago
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Tiago
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Cerca de grandes muros quem te sonhas.
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Tiago
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Tiago
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Diáriamente, em Portugal:
A SIDA EXISTE!
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Tiago
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Ponto de Vista por Rui Pedro Batista
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Tiago
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10:29
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Os antigos gaulases achavam que o céu lhes podia cair em cima, fazendo disso temor maior. São aval desta verdade histórica e indubitável, a obra de Goscinny e Uderzo, documentando a sociedade Gaulesa em ricos pormenores de usos e costumes, organização política, negócios estrangeiros, arte da guerra, conhecimento científico, cultura musical e arquitectura, relacionamento social, actividades económicas e outros aspectos de uma civilização que doutra forma estaria esquecida. A ruína do firmamento era para estes irredutíveis individuos a catástrofe das catátrofes, o fim a ferro e fogo, o olvidamento. Seria pois admissivel que, como outros povos com semelhantes medos, tratassem de aplacar a eventual e sempre politicamente oportuna cólera de Toutatis com repetidos e sanguinários sacrificios. Goscinny e Uderzo são omissos na sua obra quanto a essas práticas, por certo não encontraram provas arqueológicas de tais actos que, de tão importantes, estariam documentados nas pedras. Se tamanho medo não era exorcizado com sangue, tão grande dogma tolheria o povo que não saíria a lavrar a terra, não fosse um bloco azul esmagar-lhe o crânio, não se faria ao mar, vá uma nuvem despregar e inundar-lhe o barco, metendo-o ao fundo. Estariam condenados quer o céu caísse quer não caísse. A civilização prosperou e graças a uma simples convicção que colocava o medo a uma distância segura e permitia encarar o futuro de cabeça erguida e prosperar. "O céu pode cair-nos na cabeça, mas amanhã não será a véspera desse dia".
E pronto, com uma frase arruma-se a morte para um canto e pôe-se a vida a mexer.
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Tiago
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Em conversa com um operador do Call-Center do Sapo-ADSL:
- Sapo ADSL, boa noite fala Sara Dias em que posso ser útil?
- Estou sim, boa noite. Olhe estou há quatro dias sem Internet, tenho ligado para ai todos os dias e dizem sempre que até ao dia seguinte o assunto fica resolvido e está tudo na mesma…
- Pode dar-me o número de cliente?
- Com certeza! Dou-lhe já também a morada, o número de Bilhete de Identidade, o número de Contribuinte…
- Estou a falar com o Sr. João?
- Exacto. Sou eu mesmo!
- Aguarde só um momento…
30 minutos depois
- Estou Sr. João, obrigado pelo tempo que esteve aguardar...
- Tudo bem, daqui a pouco fico é sem saldo no telemóvel, mas tudo bem…
- Desculpe mas pode dizer-me a marca do seu Modem?
- Claro que posso!!
- Aguarde só mais um momento, por favor.
10 minutos depois
- Estou Sr. João, obrigado pelo tempo que esteve aguardar...
- Podia dar-me o Adress do seu Modem?
-Claro!!
- Aguarde só mais um momento, por favor...
10 minutos depois
- Sr. João, muito obrigado pelo tempo que esteve aguardar...
- Podia dizer-me qual o tarifário actual de Internet?
- Concerteza! Sapo ADSL 4 Megas!!
- Aguarde só mais um momento, por favor...
20 minutos depois:
- Sr. João, mas já teve Internet em casa?
- Sim, tenho Internet há quase um ano, sensivelmente. Veio um técnico vosso instalar a tomada e deixou o modem para eu instalar porque é de auto-instalação...
- Pois mas não pode ter!!!
- Como?
- Não pode ter Internet em casa!
- Desculpe? Não posso? Mas eu porto-me bem… Mesmo tendo mais de 18 não vejo sites porno nem nada dessas coisas!!
- Pois, mas para ter Internet precisa de ter o telefone fixo da PT Comunicações.
- Sim e…
- Pois, é impossível que o Sr. João tenha tido Internet.
- Pois, se calhar andei a imaginar. Em mim é até muito normal... E então para ter Internet a SÉRIO em casa o que tenho de fazer?
- Terá de ligar para o nosso outro número, pedir um agendamento para irem a sua casa colocar o telefone fixo PT Comunicações. Depois volta a ligar para nós para que possamos activar a sua conta de Internet.
Bem vindos ao mundo da 5.ª Dimensão do Sapo ADSL.
Você nunca teve Internet em casa.
Foi apenas mera ilusão. Ilusão de óptica!
O seu computador não existe.
O Blog não existe.
Tudo o que vê não existe... Você não existe!
Tudo isto é fruto da imaginação e dentro de 5 segundos tudo ficará apagado da sua memória...
Até a vitória do Benfica no Campeonato ...
5...4...3...2...1...PUFF!
(Sapo ADSL! Toca Assapar! - Na 5ª Dimensão Claro!)
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Tiago
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14:33
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O Traje Académico, alêm de ser o "uniforme" do estudante universitário, simboliza a igualdade entre todos os estudantes.
De Capa e Batina, não existem distinções entre pobres e ricos.
Todos são iguais.
A unica forma de alguém se evidenciar é através do uso da inteligencia, pois de traje não se podem usar enfeites para chamar a atenção.
Estando de Capa e Batina, o estudante é levado a desenvolver mais fortemente a sua personalidade e tornar-se mais sólido.
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Tiago
às
15:05
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Devido a problemas na implementação do novo Blogger-Beta o Layout desta página ficou desconfigurado, não a permitindo visualizar de forma correcta.
A situação está a ser corrigida.
Peço desculpa pelo incomodo.
Prometerei ser breve.
Obrigado.
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Tiago
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17:32
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Olha reparem lá na qualidade desta pergunta, que encontrei num famoso site vocacionado para a população adolescente (digamos que tem qualidade "Revista Maria"). Ora cá vai:
PERGUNTA:
Eu sou burro , como posso fazer para ficar inteligente?
RESPOSTA:
Ser inteligente tem vários sentidos, e é muito relativo, se o que você se refere esta ligado a escola lembre-se que nunca devemos culpabilizar somente o individuo pela dificuldade de aprendizagem, mas sim em todo contexto escolar e familiar que ele esta envolvido. Seria importante conversar com seus professores sobre suas dificuldades e também com seus pais, se possível procure ajuda de um profissional de saúde, um/uma psicólogo/a.
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Tiago
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10:32
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No meio das dezenas de cadernos e encartes que nos chegam por via da compra do semanário do Dr. Balsemão, temos que gramar um folheto largamente nauseabundo – 32 páginas vertidas em portunhol, para não dizer em castelhano - dado verificar-se que as palavras que aparecem correctas assim nos são mostradas porque nuestros hermanos as escrevem da mesma maneira. A responsabilidade da obra é de um tal SanLuis, loja de electrodomésticos espalhada por toda a lusa terra, e que pelos vistos não tem duros o pelas suficientes para pagar a um tradutor, ainda que medíocre, na esperança de que os tugas enfiem o barrete por conta do preço. E o pior é que me palpita que enfiam mesmo…
Desde já vos digo que por aquelas bandas podem comprar:
- uma tv plasma que (servindo ainda para a refeição) inclui um suporte sobremesa;
- uma tv plasma com 16 millones de colores, talvez por isso justificando o preço: 9999 euros…
- diversos exemplares de telemoveis e teléfones de todos os tipos, um dos quais é o artigo “Piolín” (podiam ter explicado ao camelo que é responsável por isto em Portugal que por cá o Piu-piu ainda não aderiu às teses do Miguel de Vasconcelos…), sendo outro um telemovel resistente à áuga, para além de apresentar tampas cambiáveis;
- computadores umas vezes com módem e outras tantas sem modem, sendo que no caso dos portáteis se deve relevar o slogan: máxima potência, innovação móvel, dado que estão vocacionados para utilizadores intensivos activos (está correcto porque no mundo moderno, existem passivos em excesso…);
- O software Studio Dv Clip, para criar os seus filmes digitails;
- Diversas digitalizadoras, regrabadoras y reprodutoras;
- Ratos inalámbricos;
- Impressoras com tecnologia de impresão de presição;
- Máquinas de barbear que seguem o contorno do rostro;
- Secadores com várias posições de velocidad de ar;
- Cafeteras expresso para todos os gostos e carteiras, sempre com depósitos de água de gran capacidad e rejilla calienta-tazas, que proporciona un café que é uma auténtica crema, como aqueles que se bebem em Espanha…
- Tabuleiros para asados, com pico de vertido…
- Máquinas para sumos com interruptor de desligação (dado que os que se vendiam por cá antes da chegada destes atrasados mentais era suposto estarem ligados 24 horas por dia);
- Fritideiras diversas;
- Aspiradores com emisisão de vapor desde o punho.
Para fechar a festa - e para além de nos tratarem por 'tu' - desejam-nos um Bo Natal; e despache-se, que a promoção só é válida até fim de existências.Pena é que por estes dias as padeiras andem todos muito ocupadas… Existissem disponíveis como dantes e não haveria Mosteiro da Batalha que pudesse albergar tanto disparate junto.Subsiste-me uma dúvida: se eu pagar um encarte a mandar o dono do Expresso a uma qualquer parte menos agradável, também aceitam sem ler o que lá vai escrito?
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Tiago
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13:26
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Carta
Não falei contigo com medo que os montes e vales que me achas caíssem a teus pés
Acredito e entendo que a estabilidade lógica de quem não quer explodir faça bem ao escudo que és...
Saudade é o ar que vou sugando e aceitanto como fruto de Verão nos jardins do teu beijo...
Mas sinto que sabes que sentes que também que num dia maior serás trapézio sem rede a pairar sobre o mundo e tudo o que vejo...
É que hoje acordei e lembrei-me que sou mago feiticeiro
Que a minha bola de cristal é feita de papel
Nela te pinto nua Numa chama minha e tua
Desconfio que ainda não reparaste que o teu destino foi inventado por gira-discos estragados aos quais te vais moldando...
E todo o teu planeamento estratégico de sincronização do coração são leis como paredes e tectos cujos vidros vais pisando...
Anseio o dia em que acordares por cima de todos os teus números raizes quadradas de somas subtraidas sempre com a mesma solução...
Podias deixar de fazer da vida um ciclo vicioso harmonioso do teu gesto mimado e á palma da tua mão...
É que hoje acordei e lembrei-me que sou mago feiticeiro e a minha bola de cristal é feita de papel
Nela te pinto nua Numa chama minha e tua
Desculpa se fiz fogo e noite sem pedir autoriazão por escrito ao sindicato dos Deuses...
Mas não fui eu que te escolhi
Desculpa se te usei como refugio dos meus sentidos
Pedaço de silêncios perdidos que voltei a encontrar em ti...
É que hoje acordei e lembrei-me Que sou mago feiticeiro...
...nela te pinto nua Numa chama minha e tua
Ainda magoas alguém
O tiro passou-me ao lado
Ainda magoas alguem
Se não te deste a ninguem magoaste alguém
A mim...
Passou-me ao lado.
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Tiago
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14:40
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Onde se junta Durius Dulcis, um poema de João de Araújo Correia:

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Tiago
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O «belo em si» é unicamente uma palavra, não um conceito. No belo, o homem põe-se como medida da perfeição; em casos selectos, adora-se a si mesmo. Uma espécie não pode senão deste modo dizer sim apenas a si mesma. O seu instinto mais ínfimo, o de autoconservação e de auto-expansão, irradia ainda mais em tais sublimidades. O homem crê que o próprio mundo está repleto de beleza - esquece-se de si como causa de tal beleza. Unicamente a si se presenteou com a beleza, com uma beleza, ai, muito humana, demasiado humana... No fundo, o homem espelha-se nas coisas, considera belo tudo o que lhe devolve a sua imagem: o juízo «belo» é a vaidade da sua espécie... Ao céptico pode uma pequena suspeita sussurrar ao ouvido a pergunta: embeleza-se realmente o mundo por o homem o tomar como belo? Ele humanizou-o e é tudo. Mas nada, absolutamente nada nos garante que o homem proporcionasse realmente o modelo do belo.
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Tiago
às
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Desordem da Atenção Deficitária na Idade Avançada
Recebi por mail, mas não resisto a publicar!
A todos que já passaram dos 40, um abraço.
E quem não passou não ria e tenha esperança, pois um dia vai chegar lá!
Para quem já passou dos 40 ou está com os mesmos sintomas, acabaram de descobrir o diagnóstico desta doença :
D.A.D.I.A.
Explico melhor:
1. Outro dia decidi lavar o carro: peguei nas chaves e fui em direcção à garagem, quando notei que tinha o correio em cima da mesa.
2. OK, vou lavar o carro, mas antes vou dar uma olhadinha, pois pode ter alguma coisa urgente.
3. Ponho as chaves do carro na escrivaninha ao lado e, olhando o correio vejo que tem algumas contas para pagar e muita propaganda inútil, pelo que decido deitá-la fora, mas vejo que o caixote está cheio.
4. Então lá vou esvaziá-lo. Coloco as contas sobre a escrivaninha, mas lembro-me que há um multibanco perto de casa e vou primeiro pagar as contas.
5. Coloco o caixote no chão, pego nas contas e vou em direcção à porta.
6. Onde está o cartão multibanco? No bolso do casaco que vesti ontem.
7. Ao passar pela mesa de jantar, olho para uma cerveja que estava a beber. Vou buscar o cartão, mas antes vou guardar a cerveja no frigorífico.
8. Vou em direcção à cozinha quando noto que a planta no vaso parece murcha, é melhor pôr-lhe água antes.
9. Coloco a cerveja no balcão da cozinha, quando... Ah! Achei os meus óculos! Estava à procura deles há horas! É melhor guardá-los já!
10. Pego num jarro, encho-o de água e vou em direcção ao vaso.
11. Deixaram o comando da televisão aqui em cima! À noite quando a quisermos ligar, ninguém se vai lembrar de procurar na cozinha. É melhor levá-lo já para a sala. Mas...
12. Ponho os óculos sobre a mesa e pego no comando.
13. Deito a água na planta, mas caiu um pouco no chão. Deixo o comando no sofá e vou buscar um pano.
14. Vou andando pelo corredor e penso que precisava de trocar a moldura deste quadro.
15. Estou a andar e já não sei o que é que ia fazer!!!.
16. Ah! Os óculos... Depois! Primeiro o pano. Pego nele.
17. Vou em direcção ao vaso, mas vejo o caixote do lixo cheio.
18. Final do dia: o carro continua por lavar, as contas não foram pagas, a cerveja lá está, quentinha, a planta levou só metade da água, não sei do multibanco, nem onde estão as chaves do carro!
19. Quando tento entender porque é que não fiz nada hoje, fico atónito, pois estive ocupado o dia inteiro!
20. Percebo que isto é uma coisa muito séria e que tenho que ir ao médico, mas antes, acho que vou ver o resto do correio...
E continua....
Divulguem esta mensagem para todos os vossos conhecidos, pois eu não me lembro para quem enviei!!!
Mas não me mandem outra vez para mim, pois posso reenviá-la novamente!.
Uma óptima semana.
E JÁ AGORA, UM BOM ANO, de 2004, 2005 ou será 2006?
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Tiago
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Quando os oprimidos, os esmagados, os violentados, do fundo da sua astúcia vingativa, se põem a dizer: «Sejamos diferentes dos malvados! Sejamos, portanto, bons! Bom é aquele que não violenta, que não ofende ninguém, que não ataca, que não retalia, que entrega a vingança a Deus, aquele que, como nós, permanece na obscuridade, que evita o mal e que muito pouco exige da vida, como nós que somos pacientes, humildes e justos...», o que isto significa, observado friamente e sem preconceito, é afinal apenas o seguinte: «Nós, os fracos, somos de facto fracos; é bom que não façamos nenhuma daquelas coisas para as quais não somos suficientemente fortes...» Mas esta constatação crua, esta prudência da mais baixa ordem, que até os insectos mostram possuir (quando, em situações de maior perigo, se fingem mortos, para não fazerem nada «em demasia»), graças à falsificação e ao auto-engano que são próprios da impotência, mascarou-se com as roupagens pomposas da virtude que sabe renunciar e esperar em total quietude, como se a fraqueza do fraco — ou seja, afinal a sua essência, o seu modo de agir, a sua realidade única, inelutável, inalienável — fosse ela própria algo de livremente escolhido, algo resultante da vontade, um acto, um mérito. Esta espécie de homens, por via de um instinto de sobrevivência e de auto-afirmação que consegue santificar todas as mentiras, precisa da crença na liberdade de escolha de um sujeito neutro. É por isso que o sujeito (ou, em termos mais populares, a alma) é talvez o melhor dogma até hoje surgido no mundo, uma vez que veio abrir à multidão de mortais, de fracos e de oprimidos de toda a espécie a possibilidade de se enganarem a si próprios com a sublime mentira que interpreta a fraqueza como liberdade e o facto de serem assim como um mérito.
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Tiago
às
23:19
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— Haverá alguém com vontade de mergulhar um pouco nos segredos da fabricação dos ideais? Quem tem coragem?... Pois bem! Eis uma perspectiva sobre essa oficina tenebrosa. O caro Sr. Curioso e Temerário fará o favor de esperar apenas um momento, para que os olhos se possam habituar a esta luz cintilante e falsa... Pronto! Já chega! Podeis falar agora! Que se passa lá em baixo? Dizei-me, vós, que sois homem da mais arriscada curiosidade, dizei-me o que vedes... Agora sou eu que escuto...
— Nada vejo, mas em compensação ouço muito bem. Ouço um murmúrio, gente que sussurra baixinho, por todos os cantos, com a prudência da traição. Quer-me parecer que é gente que mente: os sons têm todos uma brandura melíflua... Sim, sem dúvida... Querem fazer passar a fraqueza por um mérito! Tal como havíeis dito...!
— Mais!
— E querem fazer passar a impotência, incapaz de ripostar, por «bondade»; e a baixeza timorata por «humildade»; e a submissão aos odiados por «obediência» (obediência sobretudo a alguém que dizem que lhes ordena a submissão e a quem chamam «Deus»). E a inofensividade do fraco, a própria cobardia em que ele é pródigo, aquele seu hábito incontornável de ficar à porta, de ter que esperar, tudo isso recebe aqui nomes positivos, por exemplo, «paciência». Chamam-lhe mesmo «a virtude»! O não-poder-vingar-se chama-se «não-querer-vingar-se», talvez mesmo «perdão» («porque eles não sabem o que fazem*... só nós sabemos o que eles fazem!»). E falam também de «amor para com os inimigos»**... E transpiram quando falam nisso...
— Mais!
— São miseráveis, sem dúvida, estes moedeiros falsos, sempre a segredar pelos cantos..., miseráveis, por muito que se aqueçam uns aos outros, de tão juntos que se acocoram... Mas dizem-me agora que a sua miséria é o sinal de que foram escolhidos, eleitos por Deus, porque dá-se mais pancada aos cães de que mais se gosta... E que esta sua miséria talvez seja uma preparação, uma prova, uma aprendizagem, ou talvez ainda mais... uma experiência que terá um dia a sua recompensa com juros enormes, uma retribuição em ouro... Não! Em felicidade! E a isto chamam «bem-aventurança».
— Mais!
— Agora querem dar-me a entender que, não só são melhores do que os poderosos, do que os senhores do mundo que eles têm de bajular (não por medo, de modo algum!... apenas porque Deus manda honrar as autoridades), mas que também «estão melhor servidos», ou que pelo menos um dia estarão melhor servidos... Mas já me chega! Chega! Já não aguento! Este ar pestilento! Este cheiro! Sinto que toda esta oficina em que se fabricam ideais cheira a podre, a podridão da mentira completa!
— Não! Um momento mais! Nada me haveis dito ainda sobre a obra-prima destes prestidigitadores, que é a capacidade de transformarem tudo o que é negro em branco, em leite, em inocência... Não haveis notado a perfeição que atingem, o refinamento de que são capazes, aquela arte de manipulação da mais elevada ousadia, delicadeza, espirituosidade e da mais profunda mentira? Tomai atenção! Estes animais subterrâneos, cheios de ódio e de desejo de vingança, que fazem eles precisamente com esse ódio e essa sede de vingança? Haveis-Ihes ouvido tais palavras? Se confiásseis nas palavras que dizem, suspeitaríeis que estivésseis perante homens do mais completo ressentimento?
— Estou a perceber. Vou abrir de novo os ouvidos (mas, ai, ai, o nariz não abro). Só agora ouço o que eles já repetiram tantas vezes: «Nós, os bons... nós somos os justos.» E o que eles exigem, não lhe chamam «desforra» chamam-lhe «triunfo da justiça». E o que eles odeiam não é o inimigo, não, dizem antes que odeiam a «injustiça», a «impiedade». E aquilo em que acreditam, em que depositam as suas esperanças, não é desejo de vingança, não é a embriaguez deliciosa da vingança («mais doce do que o mel», já dela dizia Homero***), chamarn-lhe antes o «triunfo de Deus», do Deus da justiça sobre os infiéis. E o que lhes resta amar neste mundo não são os que com eles se irmanam no ódio, dizem que são pelo contrário os seus «irmãos no amor», todos «os bons e justos do mundo».
— E que nome dão àquilo que lhes serve de consolação para todos os sofrimentos da vida... essa fantasmagoria que antecipa uma beatitude futura?
— Como? Será que ouço bem? Chamam-lhe o «último juízo», dizem que será a vinda do seu reino, do «reino de Deus»..., e que, até lá, vivem «na fé», «no amor», «na esperança».
— Basta! Basta!
* Lucas: 23, 34
** Mateus: 5, 44
*** Homero, Ilíada, 18, 109
in Para a Genealogia da Moral, Friedrich Nietzsche
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Tiago
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"Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo.
O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há,estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?
O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida,o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar.
O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio,não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.
O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado,viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."
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Tiago
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Tiago
às
19:07
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Caminha serenamente por entre a agitação e a pressa e lembra-te da paz que pode haver no silêncio.
Sem seres subserviente, tanto quanto possível, dá-te bem com todos. Diz a tua verdade com calma e clareza e escuta com atenção os outros, mesmo os maçadores e os ignorantes. Também eles têm a sua história.
Evita pessoas barulhentas e agressivas, pois elas molestam o espírito.
Se te comparares com os outros, poderás tornar-te vaidoso(a) ou melancólico(a), porque haverá sempre pessoas superiores e inferiores a ti. Apraz-te com as tuas realizações, assim como os teus planos.
Põe todo o interesse na tua profissão por mais humilde que seja. Ela é algo que permanece nos altos e baixos da vida.
Sê prudente nos teus projectos, porque o mundo está cheio de astúcia. Mas não deixes que isso te impeça de ver a virtude onde ela existe, muitas pessoas lutam por ideias elevadas e em toda a parte a vida está cheia de heroísmo.
Sê tu próprio(a). Não simules afeição, nem sejas cínico(a) em relação ao amor, porque acima de toda a avidez e desencanto, ele é eterno como as ervas.
Toma amavelmente o conselho dos mais idosos, renunciando com graciosidade às ideias da juventude.
Fortalece o teu espírito para que te proteja na desgraça inesperada, mas não te angusties com fantasias.
Muitos receios surgem da fadiga e da solidão. Para além de uma disciplina salutar, sê gentil contigo mesmo(a).
Tal como as arvores e as estrelas, és filho(a) do Universo e tens direito de estar aqui. E quer compreendas ou não, sem dúvida, que o Universo é-te disto revelador. Por isso, procura estar em paz com Deus qualquer que seja a ideia que Dele tenhas.
E quaisquer que sejam as tuas lutas e aspirações, na confusão barulhenta da vida, mantém-te em paz com a tua consciência.
Com a sua falsidade, escravidão e sonhos desfeitos, este é ainda um mundo maravilhoso.
Sê cauteloso(a) e luta pela tua FELICIDADE.
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Tiago
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Apelo
Dez mil adeptos homenagearam ontem, no Jamor, a comitiva lusa que regressou da Alemanha. O nome mais gritado foi o de Scolari, a quem os portugueses pediram para renovar.
Domingo à tarde, muito sol e temperaturas acima dos 30º. Os ingredientes ideais para um excelente dia de praia. No entanto, pelo menos dez mil pessoas escolheram outro destino, o Estádio Nacional. A razão? Prestar uma sentida homenagem à comitiva da selecção portuguesa que ontem regressou da Alemanha, depois de alcançar o 4.º lugar no Mundial. Figo, Cristiano Ronaldo e Ricardo foram dos mais ovacionados, mas a histeria completa foi destinada a um brasileiro: Luiz Felipe Scolari.
O seleccionador foi o primeiro a sair do túnel de acesso ao relvado do Jamor, recebendo a primeira grande explosão das milhares de pessoas presentes na bancada central. Notava-se a emoção do treinador, os olhos brilhavam, e ‘pior’ ficou quando o animador de serviço lhe passou o microfone para que o técnico brasileiro pudesse fazer o seu discurso de agradecimento.
“Oi pessoal”, foi a primeira frase que saiu da boca do técnico e logo aí os adeptos fizeram nova ovação ao seleccionador gritando ‘fica, fica, fica!’, numa atitude clara de que querem continuar a ver ‘Felipão’ a comandar a equipa das quinas. E Scolari, à Imprensa, também não escondeu que o seu desejo é ficar.
“Estou muito feliz com esta manifestação. É sempre importante ser acarinhado pela população. E eu quero ficar, todos sabem. Gosto de Portugal, sinto-me bem e tenho um bom grupo. Agora é uma situação a ser estudada, a partir de quarta ou quinta-feira vamos falar. Até agora tínhamos de pensar no Mundial, foi isso que o presidente me pediu e foi o que fiz. A partir de amanhã podemos pensar noutras coisas”, referiu o treinador brasileiro ainda no Jamor.
Já no Hotel Amazónia, Scolari voltou a repetir o mesmo discurso, voltou a ouvir o apelo dos adeptos, mas o seu pensamento, naquele momento, estava com a sua família, que o foi buscar. Dali partiram rumo a Cascais, para a casa do seleccionador.
OS DISCURSOS
FIGO
"Há sensivelmente um mês estivemos aqui, antes de partir para o Mundial, para agradecer o apoio. Hoje (ontem) voltamos com sentimento de orgulho por ser portugueses. Com um sentimento de agradecimento a todos os portugueses que acreditaram em nós, que nos apoiaram e acarinharam.
Logicamente, gostaríamos de ter trazido a Taça para casa, mas infelizmente não conseguimos. Estamos orgulhosos de sermos portugueses, do País que representamos e, mais uma vez, deixo o agradecimento por todo o apoio e carinho que demonstraram. Força Portugal."
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Tiago
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Falta de brilho na realização não afasta espectadores.
A selecção nacional e Luiz Felipe Scolari captaram as atenções das televisões internacionais com as suas prestações na competição mais importante do futebol. De Portugal ao Japão, passando pelo Brasil e pela Alemanha, os resultados das audiências não param de surpreender e confirmam o Mundial da Alemanha como o mais mediático de sempre – o valor avançado antes do início da competição para a audiência acumulada era de 33 mil milhões de espectadores em todo o planeta.
Isto apesar de as vozes mais críticas reclamarem com a pouca inovação nas transmissões em directo e com a censura imposta pela FIFA. As objecções são compensadas, no entanto, com a qualidade das imagens difundidas e a paixão que o torneio desperta. Em Portugal, a cobertura do evento também divide opiniões. Tanto em relação à cobertura noticiosa feita pelos principais canais generalistas como em relação às transmissões dos jogos, a cargo da SIC e da Sport TV.
Quando ainda estão por apurar os vencedores dos dois jogos decisivos – que acontecem este fim-de-semana (amanhã, dia 8, tem lugar o encontro de apuramento para os terceiro e quarto lugares e domingo, dia 9, disputa-se a final) –, a única certeza é que o jogo em que Portugal participa será o tema mais focado nas estações de televisão nacionais. E, se a meia-final contra a França deixava antever resultados excepcionais a nível de audiências televisivas, a projecção para o jogo decisivo do evento não pode ser inferior.
Os dados comprovam-no. Portugal é o país cuja população mais segue a sua selecção, sendo ultrapassado apenas pela Holanda. Em termos globais, o Brasil é o país que cativa mais audiências televisivas. O jogo entre Brasil e Croácia foi o mais visto durante as primeiras fases do Campeonato, com 124 milhões de telespectadores em 53 países.
Outro dado que merece ser salientado neste Mundial é a explosão de novos meios ao dispor dos telespectadores para acompanhar a par e passo todos os pormenores da sua equipa favorita. Da internet aos telemóveis, uma panóplia de aplicações criaram novas formas de ver jogos, resumos e golos em quase qualquer parte do globo, e prometem gerar receitas para os operadores superiores a 200 milhões de euros.
COBERTURA NOTICIOSA
“As transmissões dos jogos têm sido razoáveis”, apesar de, por vezes, “os comentadores defenderem em demasia a selecção portuguesa”, diz o crítico Fernando Sobral. Em sua opinião, o pior tem sido a cobertura noticiosa. “A maior parte das reportagens tem focado coisas sem sentido. O programa da RTP, por exemplo, tem esticado, esticado, esticado.” No entanto, Fernando Sobral ressalva a diferença de estilos entre os canais.
“A TVI tem feito uma cobertura suficientemente sóbria em termos informativos, mas continua a preferir apostar nas suas novelas. A RTP, com meios do outro mundo, tem esticado em demasia com coisas que não acrescentam nada. A SIC joga com o que tem, os jogos, e tem-no feito bem”, defende.
GOBERN ELOGIA SPORT TV
A qualidade das transmissões em directo é o maior destaque que o também crítico João Gobern retira do evento. “As transmissões têm sido, em média, bastante boas. E até trouxeram alguma inovação. Há repetições e câmaras multi-ângulos que eu ainda não tinha visto. Nesse aspecto, o único senão é a ausência das repetições dos lances polémicos. Até compreendo essa restrição, apesar de achar que provoca um alheamento da realidade.”
A crítica de Gobern vai então para a cobertura realizada pelas estações portuguesas. “Faz-me confusão que, em torno de algo tão simples como o futebol, se faça tanta festa e romaria. Principalmente quando são as televisões a provocar a festa. Quando a festa não é espontânea isso nota-se. Por outro lado, parece claro que há demasiado tempo – e o tempo em televisão é precioso – entregue ao debate, ao comentário, aos pormenores que não interessam. Torna-se fastidioso. É tudo muito longo. O melhor mesmo têm sido as transmissões dos jogos.”
Para o crítico televisivo, o melhor do Mundial tem sido o trabalho realizado pela Sport TV, a única estação a transmitir os 64 jogos do Mundial 2006. “Ressalvando que é um canal dedicado em exclusivo ao desporto, tanto a nível de reportagem lateral como na análise, tem tido uma estratégia inteligente. E está muito bem servida de jornalistas e comentadores. No entanto, considero também que alguns dos melhores comentários aos jogos têm sido os do Humberto Coelho, na SIC”, conclui.
MUNDIAL RECORDISTA DE AUDIÊNCIAS
Ideia diferente têm os realizadores de televisão das estações portuguesas. Para Ricardo Espírito Santo, da SIC, a realização das transmissões dos jogos deste Mundial “não tem sido brilhante”. Atento às potencialidades do espectáculo, defende que “não há mais nenhum evento como o Mundial que permita fazer transmissões tão espectaculares”. “Mas acho que neste campeonato as repetições são muito poucas.
Nesse ponto de vista, a realização falhou”, considera. “Não compreendo como é que, com o dispositivo técnico que eles têm, com 16 pessoas só para as repetições e para os ‘slow motion’ – normalmente eu faço isso com quatro pessoas –, nos lances mais vistosos só se vê uma repetição. Tem de haver ângulos mais espectaculares. Os lances de perigo não são retratados”, reitera Ricardo Espírito Santo, o realizador que registou em directo a morte do ponta-de-lança Miklos Fehér no jogo Guimarães-Benfica.
Em sentido contrário vai a opinião de Rogério Borges. O realizador da RTP considera que o trabalho dos seus colegas da HBS (Host Broadcasting Service, empresa responsável pela recolha e difusão de todas as imagens relativas aos jogos desde o Mundial de França) “tem sido bom, apesar de faltar inovação”. “A HBS inovou em 1998 com a introdução do ‘super slow motion’. Agora, tal como na Coreia e no Japão, apenas modificou o alinhamento das câmaras”, constata.
Numa análise à cobertura total do evento, Rogério Borges admite: “Não considero nada extraordinariamente negativo, mas julgo que falta ambiência do público. Podiam ser mais arrojados e dar melhor uso às novas tecnologias, nomeadamente a utilização de elementos virtuais como a distância da barreira na marcação dos livres.”
Este Mundial 2006 é um verdadeiro recordista de audiências. Segundo os dados divulgados pela Initiative Media, empresa de audimetria sediada em Nova Iorque (Estados Unidos), os países que disputaram o campeonato registaram grandes subidas de número de telespectadores. Nos dias em que as selecções nacionais jogaram, as audiências sofreram acréscimos de 196% face ao registado no Mundial da Coreia e Japão em 2002. Para estes números também contribuiu em grande parte o facto de os jogos serem disputados em horários mais favoráveis para o mundo ocidental.
Nos Estados Unidos, onde o futebol está em expansão, a média de telespectadores que acompanhou a equipa norte-americana subiu 52%. No entanto, neste país, os jogos mais vistos foram os das selecções do Brasil, Itália e México. A excepção a esta subida regista-se na região Ásia/Pacífico. A diferença horária levou a uma quebra de 80% na audiência das transmissões em directo, com declínios acentuados na China e na Malásia.
Curiosamente, na Austrália, cuja selecção se qualificou para o Mundial 2006, a transmissão dos jogos foi menos vista do que em 2002, quando a equipa do país ficou de fora do campeonato.
'SHARES' NA EUROPA
SIC É NÚMERO 2
Até às meias-finais, a transmissão do Inglaterra-Portugal, feita pela SIC, registou o segundo maior ‘share’ (88,1%) de todas as emissões de jogos do Mundial na Europa. O primeiro lugar pertence à Holanda, com 89,4%, conseguido no jogo com a Sérvia (canal NED2).
A Holanda, aliás, voltou a ter um grande resultado na transmissão do encontro entre a sua selecção e a da Costa do Marfim (86,6%), o terceiro maior ‘share’ da tabela.
MUNDIAL NO TELEMÓVEL
Operadores de telemóveis estão a usar o Mundial da Alemanha para cativar o interesse dos seus clientes em ver televisão através do telemóvel. Um relatório da Informa prevê, além de receitas acrescidas, que 210 milhões de pessoas vão ver televisão no telemóvel em 2011.
FIFA CENSURA IMAGENS
CASOS QUE (NÃO) SE VIRAM
Ainda antes de o Campeonato do Mundo ter começado, a FIFA impôs aos responsáveis pela cobertura televisiva, a HBS, que não exibissem imagens de violência, invasões de campo e lances duvidosos. A medida teve, porém, efeitos nefastos. Exemplo disso é a suspensão do alemão Thorsten Frings por dois jogos por agressão a um jogador argentino. Aconteceu, mas ninguém viu.
FOTÓGRAFOS REALISTAS
O veto da FIFA a imagens que poderiam motivar a repetição de comportamentos menos dignos não foi aplicado aos fotógrafos. Só assim foi possível ver uma adepta invadir o treino do Brasil e abraçar Ronaldinho ou um croata invadir o campo no jogo da sua selecção contra o ‘escrete’.
NÚMEROS DO MUNDIAL
ENTUSIASMO ESMORECE
O jogo decisivo – com Portugal – foi o terceiro mais visto.
EMPENHO VAI SUBINDO
Encontro que mais espectáculo prometia ficou em segundo lugar.
INTERESSE MODERADO
A maior audiência ocorreu no jogo que ditou a saída da competição.
NÚMEROS
240 milhões de euros - Valor estimado das receitas dos 'downloads' para 2006
25 - Total de câmaras
750 Km - Cabo de áudio / vídeo
25 - Microfones de som ambiente
2200 - Horas de conteúdos
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Tiago
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A história repetiu-se, o golo decisivo também, desta vez sem tragédias – a França só jogou o necessário, Portugal tentou o que pôde mas só pode igualar os ‘Magriços’ de Eusébio.
Outra vez um penálti de Zidane e outra vez Portugal a cair na meia-final com a França. 1-0 em Munique e aos portugueses resta a final dos inconsoláveis para o terceiro lugar, no sábado, com a Alemanha. Podem igualar os ‘Magriços’, a democracia pode igualar a ditadura no futebol, mas não temos, de facto, nenhum Eusébio.
Desta vez, os velhos franceses não roubaram nada: o penálti existiu e, se a França não jogou tão bem como frente ao Brasil, isso só pode querer dizer que a Selecção de Scolari não fez o suficiente para ganhar. Não foi capaz de o fazer, mas tudo se decidiu por muito pouco. Um penálti – Ricardo Carvalho sobre Henry –, nem sequer daqueles inevitáveis, fez toda a diferença num jogo equilibrado, em que Portugal mostrou todos os seus limites. Sobretudo no ataque – as nossas santas são todas para defender, parece.
Entraram as duas equipas titulares de um lado e de outro, sem surpresas, mas Portugal começou melhor, num ritmo alto e a dominar o primeiro quarto de hora. Um tiro de Deco à entrada da área criou muitas dificuldades a Barthez, que defendeu para a frente, mas Thuram impediu Pauleta de fazer a recarga. Deco perdeu ainda um passe de morte para Pauleta e o ponta-de-lança também chegou atrasado a um cruzamento de Figo, tudo nos dez minutos iniciais.
O jogo estava relativamente aberto para uma meia-final, mas Costinha só tinha olhos para Zidane, Carvalho e Meira dividiam-se com Henry. Do outro lado, Deco enfrentava-se com Makelele e Maniche tinha mais espaço porque Vieira era um dos dois ou três que fechava sobre Cristiano Ronaldo. Já Thuram, sobretudo, não perdia Pauleta de vista.
O segundo quarto de hora foi equilibrado e depois houve a jogada fatal: Henry com a bola à entrada da área, de costas, ameaçou rodar para um lado e foi para o outro, e Ricardo Carvalho derrubou-o com o pé, sem necessidade, porque se calhar Henry nem ficava com a bola. O penálti foi transformado por Zidane, que não correu riscos: sem tomar balanço, chutou seco para a direita de Ricardo, que adivinhou o lado, mas um penálti bem marcado não tem defesa.
Daí até ao fim da primeira parte, a bola foi de Portugal, que teve quatro remates com perigo mas sempre de fora da área. Ameaços, mas não verdadeiras oportunidades de golo. A França, depois do golo, nunca mais teve mais de três jogadores no meio-campo adversário, a não ser em cantos ou livres. Há outras maneiras de gerir o jogo, mas não com tantos homens de 30 anos e mais.
Houve ainda um lance em que os portugueses pediram o castigo máximo, num centro de Figo em que Ronaldo cai ao fazer-se à bola – há um ligeiro toque de Sagnol, mas parece venial e o árbitro Larrionda não atende aos protestos dos portugueses. Protestaram demasiado, muitas vezes pedindo faltas inexistentes em absoluto, os jogadores de Scolari. Mas era preciso jogar mais para demolir aquela rocha francesa.
A França reentrou melhor após o intervalo, e Henry e Ribery tiveram remates perigosos antes de passarem cinco minutos – Ricardo esteve lá de ambas as vezes. Pauleta respondeu logo a seguir com um remate às redes laterais na área à meia-volta e a partir daí a França remeteu-se ainda mais a uma gestão da vantagem. Não precisava da bola, nem a queria muitas vezes. Limitava-se a defender cá atrás e a esperar uma aberta para Henry correr. Não teve muitas, diga-se. Se Portugal dominava o jogo, a verdade é que a França o controlava. Não era a França do jogo com o Brasil, era uma equipa mais modesta, que se impôs menos, mas igualmente eficaz.
Miguel lesionou-se e entrou Paulo Ferreira, Pauleta deu o lugar a Simão, Wiltord entrou em vez de Malouda, Govou trocou com Ribery, Postiga com Costinha – tudo dos 62’ aos 74’.
Portugal teve uma boa oportunidade para o empate, uma só na hora que se seguiu ao golo: um livre a 25 metros da baliza que Cristiano Ronaldo marcou, Barthez tentou agarrar mas a bola fugiu-lhe para a frente e Figo, de cabeça, atirou por cima. Meira ainda foi para a frente, ainda teve um remate perigoso, mas a história, afinal, repete-se, embora desta vez sem tragédias.
PONTAS DE LANÇA
Da maneira que joga Portugal, era preciso um ponta-de-lança alto, forte, rápido. Tudo o que Pauleta não é (e o seu primeiro toque também não é bom). Postiga e Nuno Gomes também não dão para isso. Não se pode ter tudo...
O MOMENTO DO JOGO
PENÁLTI DE ZIDANE DITA DERROTA PORTUGUESA
Tal como na meia-final do Euro’2000, Zinedine Zidane voltou a dar a vitória à França sobre Portugal de grande penalidade. Se no Euro’2000 a alegada mão de Abel Xavier gerou imensa discussão, desta vez a falta de Ricardo Carvalho sobre Thierry Henry foi clara. Chamado a bater o penálti, o veterano Zidane mostrou a frieza dos grandes craques e bateu Ricardo, apesar de o guardião português ter adivinhado para que lado foi a bola.
FICHA DO JOGO
Local: Estádio do Mundial, em Munique.
(8.500 espectadores)
Árbitro: Jorge Larrionda (Uruguai).
PORTUGAL: Ricardo, Miguel (Paulo Ferreira, 62m), Fernando Meira, Ricardo Carvalho, Nuno Valente, Costinha (Hélder Postiga, 75m), Maniche, Deco, Figo, Cristiano Ronaldo e Pauleta (Simão, 68m).
FRANÇA: Fabien Barthez, Willy Sagnol, Lilian Thuram, William Gallas, Eric Abdial, Claude Makelele, Patrick Vieira, Zinedine Zidane, Franck Ribery (Sidney Govou, 72m), Florent Malouda (Sylvain Wiltord, 69m) e Thierry Henry (Louis Saha, 85m).
Marcador: 0-1, Zinedine Zidane (33m, de g.p).
Acção disciplinar: Amarelos - Ricardo Carvalho (82m) e Louis Saha (87m).
UMA DERROTA DOIS ANOS DEPOIS
Portugal perdeu o primeiro jogo competitivo desde a final do Europeu, em Lisboa, a 4 de Julho de 2004. Dois anos e um dia depois da derrota com a Grécia, a equipa de Scolari cedeu novamente pelo mesmo resultado (0-1) e viu-se assim privada de disputar a segunda final consecutiva, bem como do título oficioso de selecção mundial há mais tempo sem perder em desafios de competição. A série portuguesa tinha já 17 jogos: os 12 do apuramento para o Mundial e os cinco feitos até ontem no Mundial propriamente dito.
Se contarmos todos os jogos, incluindo os particulares, Portugal não perdia desde 9 de Fevereiro de 2005, quando cedeu em Dublin ante a República da Irlanda, também por 1-0, em partida amigável. Desde então, sucederam-se 19 jogos sem perder até ao penálti de Zidane que ontem afastou a selecção nacional da final de Berlim. Novamente uma grande penalidade, marcada pelo mesmo jogador que já havia retirado a Portugal a hipótese de jogar a final do Europeu 2000, passando na altura o resultado final para 2-1 favorável à França, que seguiu para a partida decisiva com a... Itália.
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Tiago
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Tiago
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