sexta-feira, maio 18, 2007

terça-feira, maio 15, 2007

Mundo Ao Contrário Xutos & Pontapés

Composição: Indisponível

"Onde Vais?"
Perguntas tu,
Ainda meio a dormir.
"Não sei bem"
Respondo eu,
Sem saber o que vestir.

"Porque sais?,
Ainda é cedo,
E tu não sabes mentir."
"Nem eu sei,
Só sei que fica tarde
E eu tenho de ir."

Bem depois,
De estar na rua,
Instalou-se uma dor
Por nós dois,
Talvez sair
Tivesse sido o melhor...

Se assim foi,
Então porque me sinto a morrer de amor?

Tenho a noite
A atravessar
Doi-me não ir,
Mas não me deixas voltar...

Se gosto de ti,
Se gostas de mim,
Se isto não chega
Tens o Mundo ao contrário.

O Mundo ao contrário

Tenho a noite
A atravessar
Doi-me não ir,
Mas não me deixas voltar...

Se gosto de ti,
Se gostas de mim,
Se isto não chega
Tens o Mundo ao contrário.

domingo, maio 13, 2007

Circo de feras

A vida vai torta
Jamais se endireita
O azar persegue
Esconde-se á espreita

Nunca sei um passo
Que fosse correcto
Eu nunca fiz nada
Que batesse certo

E enquanto esperava
No fundo da rua
Pensava em ti
E em que sorte era a tua
Quero-te tanto
Quero-te tanto

De modo que a vida
É um circo de feras
E os entretantos
São as minhas esperas

E enquanto esperava
No fundo da rua
Pensava em ti
E em que sorte era a tua
Quero-te tanto
Quero-te tanto

@

Para sempre

O nosso amor de sempre
Brilhará, p'ra sempre
Ai, meu amor
O que eu já chorei por ti
Mas sempre
P'ra sempre
Vou gostar de ti

Juro, meu amor que sempre
Voltarei, p'ra sempre
Ai, meu amor
O que eu já chorei por ti
Mas sempre
P'ra sempre
Gostarei de ti

Ai, meu amor
O que eu já chorei por ti
Mas sempre
P'ra sempre
Vou gostar de ti

sábado, maio 12, 2007

"Não corras atrás de quem amas, pois a vida trás quem te merece."

sábado, abril 28, 2007

sexta-feira, abril 27, 2007

terça-feira, abril 24, 2007

sexta-feira, abril 20, 2007

domingo, março 25, 2007

sexta-feira, março 23, 2007

segunda-feira, março 19, 2007

"E foi então que apareceu a raposa:

- Bom dia, disse a raposa.

- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho, que se voltou, mas não viu nada.

- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira...

- Quem és tu? Perguntou o principezinho. Tu és bem bonita...

- Sou uma raposa, disse a raposa.

- Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste...

- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa, não me cativaram ainda.

- Ah! Desculpa, disse o principezinho.

Após uma reflexão, acrescentou:

- Que quer dizer "cativar"?

- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?

- Procuro os homens, disse o principezinho. Que quer dizer "cativar"?

- Os homens, disse a raposa, tem fuzis e caçam. E bem incomodo! Criam galinhas também. E a única coisa interessante que fazem. Tu procuras galinhas?

- Não, disse o principezinho. Eu procuro amigos. Que quer dizer "cativar"?

- E uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa "criar laços..."

- Criar laços?

- Exactamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nos teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...

- Começo a compreender, disse o principezinho. Existe uma flor... eu creio que ela me cativou...

- E possível, disse a raposa. Vê-se tanta coisa na Terra...

- Oh! Não foi na Terra, disse o principezinho.

A raposa pareceu intrigada:

- Num outro planeta?

- Sim.

- Há caçadores nesse planeta?

- Não.

- Que bom! E galinhas?

- Também não.

- Nada e perfeito, suspirou a raposa.

Mas a raposa voltou a sua ideia.

- Minha vida e monótona. Eu caço as galinhas e os homens caçam-me. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra.

Os teus me chamarão para fora da toca, como se fossem musica. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim e inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso e triste! Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que e dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...

A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe:

- Por favor... Cativa-me! Disse ela.

- Bem quisera, disse o principezinho, mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.

- Nos só conhecemos bem as coisas que cativamos, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer alguma coisa. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não tem amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!

- Que e preciso fazer? Perguntou o principezinho.

- E preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem e uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia te sentarás mais perto...

No dia seguinte o principezinho voltou.

- Teria sido melhor voltares a mesma hora, disse a raposa. Se tu vens, por exemplo, as quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. As quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração... É preciso rituais.

- Que e um ritual? Perguntou o principezinho.

- E uma coisa muito esquecida também, disse a raposa. E o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas.

Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:

- Ah! Eu vou chorar.

- A culpa e tua, disse o principezinho, eu não te queria fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...

- Quis, disse a raposa.

- Mas tu vais chorar! Disse o principezinho.

- Vou, disse a raposa.

- Então, não ganhaste nada!

- Eu ganho, disse a raposa, por causa da cor do trigo.


(...)

- Adeus, disse ele...

- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. E muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.

- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.

- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.

- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.

- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu tornas-te eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa...

- Eu sou responsável pela minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar."

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

A transmissão do VIH/Sida está a aumentar entre os heterossexuais. O relatório do Centro de Vigilância Epidemiológica das Doenças Transmissíveis refere que os heterossexuais são o segundo grupo com maior número de casos, depois dos toxicodependentes.



Segundo o relatório, em 31 de Dezembro de 2006 estavam notificados em Portugal 30 336 casos de infecção VIH/Sida “nos diferentes estados de infecção”.

O maior número de casos corresponde à infecção em toxicodependentes, que constituem 45 por cento (13 684) do total de notificações.

O relatório alerta para o facto dos casos que referem como forma provável de infecção a transmissão sexual (heterossexual), apresentarem “uma tendência evolutiva crescente importante”.

Os homossexuais masculinos representam 11,9 por centos dos casos. As restantes formas de transmissão correspondem a 5,6 por cento do total.

De acordo com o documento, os casos de VIH/Sida "apresentam a confirmação do padrão epidemiológico registado anualmente desde 2000: verifica-se um aumento proporcional do número de casos de transmissão heterossexual e consequente diminuição (proporcional) dos casos associados à toxicodependência".

terça-feira, fevereiro 13, 2007

Look What Is Happening In Our World!?

sábado, fevereiro 10, 2007

Despenalizar = Descriminalizar = LIBERALIZAR!!!


O que está em causa no referendo de 11 de Fevereiro?

O que está em causa não é só a gravidez da mulher, mas também a vida do bebé: é a protecção jurídica da vida humana e o direito à vida, que é, obviamente, o primeiro e principal direito humano, porque dele dependem todos os outros. Merece a protecção máxima.

A esmagadora maioria dos cientistas está, hoje, de acordo em que a vida humana é um processo contínuo de desenvolvimento, que começa com a fecundação do óvulo pelo espermatozóide e termina com a morte.

A partir da concepção, surge um novo ser humano, distinto quer da mãe quer do pai. Tanto que tem um genoma diferente do de ambos e que é o mesmo em todas as células do corpo, desde a primeira divisão da célula resultante da fusão do óvulo com o espermatozóide até à morte.

Não há qualquer diferença essencial de natureza em nenhum momento desse processo. Com 10 semanas, o coração bate, o bebé chucha no dedo e dá sinais de sofrimento. Isso pode ser facilmente comprovado por ecografia. E é bem claro num recente e interessantíssimo vídeo da National Geographic Society. Ou também pelas expressões faciais de bebés que foram vitimas de aborto.

Há quem diga que o embrião é um “monte de células”. É verdade que todos nós pertencemos ao género “monte de células”, mas células vivas e da espécie humana: o embrião não é um peixe, nem um rato, nem uma amiba!

Há quem tenha dúvidas sobre o momento em que começa a vida ou em que a vida é humana.

Há quem diga que a vida só é humana, a partir do momento em que o cérebro está formado. Mas não há razão nenhuma de fundo para introduzir esse limite, porque o cérebro é tão importante como o coração ou os pulmões e todos os órgãos existem em potência no ADN, desde a fecundação: a partir desta, apenas se desenvolvem gradualmente, sem saltos qualitativos relevantes. A partir das oito semanas as principais estruturas do sistema nervoso central estão formadas e o feto dá sinais de sofrimento. E, na dúvida, o bebé deve ser protegido, não destruído.

Sou pelo Não ao aumento do sofrimento da mulher!

A experiência de vários países (como os EUA e a Polónia), onde o aborto foi liberalizado há décadas, mostra que ele causa frequentemente sofrimentos à mulher. Além dos riscos próprios do aborto em si (hemorragias, cicatrizes, risco de morte), provoca, depois, sentimentos de culpa, depressões, disfunção sexual, infertilidade, promiscuidade, que levam, muitas vezes, ao divórcio, ao alcoolismo, à droga, à prostituição, ao crime e ao suicídio.

Os advogados americanos de Norma McCorvey, que estão a tentar a revogação da sentença do caso Roe vs. Wade, juntaram 2000 declarações ajuramentadas de mulheres que passaram por tais situações. Isso não acontece sempre e, por vezes, verifica-se vários anos mais tarde; mas, quando um remédio provoca efeitos negativos tão graves e tão generalizados, é habitual ser proibido.

Na Finlândia, a taxa de suicídios é três vezes maior entre as mulheres que abortaram. Segundo uma sondagem americana, 60% das mulheres presas por delitos comuns dizem que a sua vida criminal começou com o primeiro aborto que fizeram.

Com a penalização do aborto, não se pretende agravar os problemas das mulheres. Pelo contrário, deseja-se evitar-lhes problemas futuros de que elas não têm consciência. Porque o aborto legal não é seguro: envolve riscos sérios para a vida e a saúde física e psíquica da mulher, mesmo quando feito em estabelecimentos de saúde.

É importante afirmar o princípio da proibição, mesmo que se admitam, em casos concretos, situações de verdadeiro estado de necessidade desculpante (já previsto no Código Penal, art. 35.º). Uma coisa é considerar crime um certo tipo de acto objectiva e geralmente ilícito; outra muito diferente é condenar ou absolver uma pessoa, em concreto, atendendo ao conjunto de situações desculpantes ou circunstâncias atenuantes em que cometeu o acto.

Isso não é hipocrisia, mas, frequentemente, o resultado da verificação concreta de causas de justificação ou de exclusão da culpabilidade (como o estado de necessidade, a inconsciência da ilicitude, etc.). Mas essa é a regra geral aplicável a todos os crimes. Noutros casos, a não punição é uma manifestação de tolerância ou de perdão.

Ninguém quer pôr mulheres na prisão: o que queremos é que não haja abortos voluntários – nem legais nem clandestinos.

Dizer que se quer despenalizar a IVG para não ter mulheres no tribunal ou na prisão, dando a sensação de que se tem pena das mulheres (talvez para captar os seus votos) é pura demagogia: se a mulher abortar após as 11 ou 15 ou 36 semanas não será levada a tribunal? E não será punida? A mulher que fizer um aborto clandestino não será punida? Deveremos ceder, só para evitar manifestações na TV? Então, passaremos a ceder perante tudo o que for exigido na TV?

É menos mau mandar para a prisão algumas mulheres por aborto ilegal, do que muitas mulheres por crimes cometidos na sequência de abortos legais.

Actualmente NENHUMA mulher está presa pela prática da IVG. Nos últimos 30 anos nenhuma também foi presa! Basta de mentiras e ilusões!

Argumenta-se que o julgamento da mulher que abortou leva à violação da privacidade desta. Na verdade, a investigação e prova do crime exige, normalmente, exames ginecológicos. Em todo o caso, tais exames são semelhantes aos que todas as mulheres fazem regularmente, por motivos de higiene. E a necessidade de protecção do novo ser humano justifica tal intervenção na privacidade da mulher, que ela, aliás, pode evitar, omitindo o aborto.

Sou pelo Não ao direito da mulher ao aborto!

Defender a despenalização em nome da liberdade de escolha da mulher equivale a esquecer que a liberdade de cada um termina onde começa a liberdade dos outros; e o outro, neste caso, é um ser humano inocente e indefeso, que nunca terá liberdade, se nem chegar a nascer.

É errado afirmar um direito absoluto da mulher a dispor do seu próprio corpo, porque a criança não é parte do corpo da mãe. Tratá-la como simples parte da mãe é considerá-la como uma coisa, como os antigos tratavam os escravos!

Pretende-se reconhecer um direito ao aborto, ou seja, a que um serviço público preste e ou pague o serviço de matar um ser humano indefeso! Quando não há camas para todos os doentes! Quando não há verba para tratar todos os doentes! Quando se fecham maternidades! E quando há outros meios eficazes e acessíveis de planeamento familiar!

É chocante que os hospitais públicos, criados para salvar vidas, sejam utilizados para matar. E que o Estado financie clínicas privadas para matar criancinhas.

Sou pelo Não a uma lei retrógrada!

Não é pelo facto de a proibição do aborto ser afirmada há muitos séculos, que a liberalização do aborto pode considerar-se uma ideia moderna.

É verdade que o aborto está liberalizado em muitos países, mas não em todos. E, onde há mais longas experiências de liberalização, como nos Estados Unidos e na Polónia, a tendência crescente é no sentido da defesa da vida.

Sou pelo Não a uma lei que agrava os problemas do aborto clandestino!

O aborto clandestino, tantas vezes feito sem cuidados mínimos de higiene, causa problemas de saúde pública preocupantes: hemorragias, infecções, risco de morte, etc.; mas a despenalização do aborto não resolve, antes agrava esses problemas!

A despenalização do aborto a pedido não reduz o número de abortos clandestinos. O que se verifica, nos países em que houve liberalização, é precisamente o contrário: não só o número de abortos legais cresceu exponencialmente, como o número de abortos clandestinos aumentou assustadoramente.

Para diminuir o número de abortos, clandestinos ou não, é necessário, sobretudo, mais informação e apoio às mulheres grávidas em dificuldade, antes e depois do parto – como o que tem vindo a ser prestado por tantas instituições de Norte a Sul do País, criadas pelos defensores da vida.

Sou pelo Não ao aborto por motivos económico-sociais!

Os problemas económico-sociais devem ter soluções económico-sociais: se a mulher não tem rendimentos suficientes para sustentar o filho ou receia não ter emprego, o Estado, em vez de pagar as despesas do aborto, pondo em causa a vida da criança, deve dar-lhe ajuda ou promover a adopção.

O que o Estado iria gastar com os abortos seria suficiente para ajudar todas as mulheres em dificuldade a criar os seus filhos. Porque a maior parte das mulheres que abortam não tem carências económicas.

É paradoxal que se gastem cerca de 25.000 euros com a fecundação artificial de uma criança desejada e, simultaneamente, se paguem milhares de abortos voluntários à razão de 1250 a 1300 euros cada um. Seria preferível promover a adopção das crianças indesejadas.

Por vezes, defende-se o aborto em nome da qualidade de vida da mãe. Mas porque se pensa só na qualidade de vida da mãe e não na da criança? Que qualidade tem uma vida egoísta e sem amor? Que qualidade de vida tem uma mãe que sabe que matou um filhinho inocente?

Sou pelo Não ao negócio milionário das clínicas de abortos!

O crescimento do número de abortos aproveita, sobretudo, às clínicas multinacionais, que são, actualmente, o principal “lobby” pro-liberalização do aborto. Basta pensar que, nos EUA se fazem cerca de 1.500.000 abortos por ano, e cada um custa em média 1300 a 1400 dólares. Ou seja, a “indústria” dos abortos vale, hoje, cerca de 1450 a 1600 milhões de dólares, só nos EUA!

Sou pelo Não a uma lei que agrava o problema demográfico!

Portugal perdeu, na última década, cerca de 500.000 habitantes e diminuiu significativamente a taxa de natalidade, de modo que o conjunto da população está a envelhecer e diminuir (e só não diminui mais graças à imigração), gerando problemas de sustentabilidade da Segurança Social. Será esta a ocasião ideal para incentivar o aborto?

Sou pelo Não a uma lei inconstitucional!

Uma resposta afirmativa no referendo abre caminho ao reconhecimento do direito ao aborto, que deve considerar-se inconstitucional, por violação do artigo 24.º – como reconheceram 6 contra 7 dos Conselheiros do Tribunal Constitucional.

Sou pelo Não ao aborto a pedido!

Actualmente, realizam-se já, no mundo, cerca de 45 milhões de abortos por ano, ao abrigo de leis liberalizadoras que os socialistas pretendem copiar.

Será que Portugal, que foi pioneiro na abolição da pena de morte para criminosos, vai a reboque da moda tendente a autorizar a morte de seres humanos inocentes? E isso, por mera conveniência da mulher e das clínicas de aborto?

Será que Portugal, que foi pioneiro na abolição da escravatura, vai a reboque da moda tendente a negar a vida a seres humanos em desenvolvimento, só porque uma lei (modificável) não lhes reconhece a personalidade jurídica? Os esclavagistas também utilizavam esse argumento!

Sou pelo Não à interrupção voluntária da vida!

Sou pela VIDA!

Por todos estes motivos, vou votar NÃO no referendo de 11 de Fevereiro.

Obrigado.

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

terça-feira, janeiro 23, 2007

Quero ser um tipo normal...

Um destes dias fiquei preso, por vários momentos, a uma frase publicada na revista “Sábado”.

Questionada sobre o motivo que levou Fernanda Serrano a apaixonar-se por Pedro Miguel Ramos (seu marido), a actriz limitou-se a afirmar:

“Porque o Pedro é uma pessoa normal.”

Fiquei longos minutos a processar a informação. Por que é normal? Isso significa o quê? É exactamente isso: ser normal. Nada mais a acrescentar. Quer dizer que trabalha, chora e ama, pensa e come. Irrita-se, sorri e veste calças de ganga quando lhe apetece. Ou fato quando quer. Não é uma seca?! Não. Significa que em qualquer uma das situações, é sempre a mesma pessoa. E, de facto, esta é uma boa definição para pessoa normal, mas para tantas outras que simplesmente se limitam a ser o que realmente são e abdicam de representar o papel que a sociedade lhes quer impor. Veja-se, por exemplo, o caso de António Câmara. A maior parte dos portugueses não o conhece. Mas este professor universitário e empresário de enorme sucesso na área das tecnologias, vai provando dia após dia, que alcançar o sucesso não tem necessariamente de transformar a vida das pessoas. Interiormente claro está. Para quem não conhece a sua história, este empresário está hoje claramente, entre os 20 ou 25 empresários portugueses de maior sucesso em termos internacionais. A sua empresa trabalha sobretudo no mercado global e aí tem vindo a alcançar um estrondoso sucesso. Todavia basta assistir a um seminário deste indivíduo ou ler um dos seus artigos para perceber como é uma pessoa absolutamente verdadeira com os seus princípios. É aquilo a que se pode chamar um tipo simples, o que em Portugal quer dizer que não se desequilibrou com o sucesso e a fama (e claro o dinheiro) alcançados. Quem andar pelas ruas de Algés, num destes sábados de manhã, arrisca-se a vê-lo com a mulher (outra profissional de excelência) de sacos de compras na mão, a caminho de casa. Dirão neste preciso momento: e então isso não é bom? Claro que sim. Mas o problema é que, como sabemos, esse não é o padrão. À maior parte das pessoas basta terminar um curso superior ou comprar uma casa acima da média, ser promovido ou ostentar um carro novo, para olhar para os restantes seres do universo com um olhar superior. Sobranceiro, irritante. Por isso mesmo é sempre agradável reter que ainda existem pessoas normais. Aliás, um destes dias dei comigo a pensar como gostaria que, um dia, a minha mulher, os meus filhos, família e amigos me recordassem. E sabem, talvez um dia eu consiga (ou pelo menos faço para isso e gostaria...)que alguém me recorde dizendo “era um tipo normal".

quarta-feira, janeiro 17, 2007

Em resposta a um comment deixado num post anterior sobre o aborto:
p
Decidi não responder directamente ao comentário por achar a o texto da minha resposta um pouco extensa e que foca pontos do interesse de todos.

Boas!

Antes de iniciar a resposta ao seu comentário a um post no meu blog (http://ncapitulos.blogspot.com) deixe-me que o elucide de alguns pontos que penso que tenha conhecimento mais que nunca é demais relembrar:

Até 1984 o agora chamado aborto (ou politicamente correcta a questão da problemática da despenalização da interrupção voluntária da gravidez) chamava-se tal como refere “desmancho”.

É de salientar que desde essa data, tendo atenção os casos EXTRITAMENTE necessários encontra-se despenalizada a IVG, isto é, é permitido o aborto em casos como: perigo de vida da mãe, razões de saúde da mãe, malformação do feto e violação.
Em 1997 a Lei sobre o aborto então vigente nessa data foi revista e alargada. Passou a ser legalmente autorizado a prática de aborto no caso de inviabilidade do feto e alargado o limite de tempo para realizar aborto nesta e nas situações anteriores.

Citando a actual legislação sobre este tema, temos que:

De acordo com a legislação portuguesa a interrupção da gravidez é permitida quando efectuada por médico, ou sob a sua direcção, em estabelecimento de saúde oficial ou oficialmente reconhecido e com o consentimento da mulher grávida, nas seguintes situações, previstas no art. 142.º do Código Penal (*):

- Perigo de morte ou de grave e irreversível lesão para o corpo ou para a saúde física ou psíquica da mulher grávida;
- Perigo de morte ou de grave e duradoura lesão para o corpo ou para a saúde física ou psíquica da mulher grávida e for realizada nas primeiras 12 semanas de gravidez;
- Se preveja que a criança venha a sofrer, de forma incurável, de grave doença ou malformação congénita, e for realizada nas primeiras 24 semanas de gravidez, comprovadas ecograficamente ou por outro meio adequado de acordo com as leges artis;
- Quando de tratem de fetos inviáveis, caso em que a interrupção poderá ser praticada a todo o tempo;
- Quando a gravidez tenha resultado de crime contra a liberdade e autodeterminação sexual e a interrupção for realizada nas primeiras 16 semanas.

Lei com a qual estou plenamente de acordo.
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Continuando, temos como pergunta para o referendo o seguinte:

"Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas 10 primeiras semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?"

O que está em jogo neste referendo?

- A Lei que vai ser referendada visa introduzir, em Portugal, o aborto livre até às dez semanas, a simples pedido da mãe, sem que esta tenha de apresentar qualquer motivo para tal. Isto significa que o ser humano até às 10 semanas fica sem qualquer protecção legal;
- A Lei que vai ser referendada pretende propor a legalização do aborto como solução para problemas cuja solução não está na desvalorização da maternidade, mas sim na promoção de redes de solidariedade social que oferecem alternativas concretas às mulheres grávidas em situação difícil.
- O aborto não se combate pela sua legalização, mas sim por verdadeiras alternativas solidárias!
Uma educação sexual esclarecida, um planeamento familiar sério e uma sociedade solidária são a forma adequada de apostar na prevenção!
- A Lei que vai ser referendada cria um quadro legal que ignora por completo a figura do pai, contrariando um objectivo, actualmente, por todos reconhecido: a maternidade e paternidade responsáveis.
O pai não se pode demitir das suas responsabilidades e menos, ainda, ser excluído;
- A Lei a referendar silencia, perante a nossa indiferença, o drama das mulheres que, por razões várias, se sentem pressionadas a abortar. Esta Lei lança para uma situação de profunda solidão um número significativo de mulheres que são conduzidas a essa experiência.
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O NÃO, porquê?

- Porque matar o feto é uma solução sem retorno, que não deve utilizar-se quando há outras formas de lidar com os problemas que traz consigo uma gravidez não desejada;
- Porque o exemplo tão invocado dos países que admitiram o aborto a pedido deve ser exemplo até ao fim! As estatísticas dessas experiências demonstram que o número total de abortos praticados aumentou sem que tivesse sido eliminado ou diminuído o aborto clandestino (ao contrario do esperado, ele aumentou!);
- Porque o aborto a pedido – sem qualquer indicação – não é um acto médico, terapêutico. E, sabendo disso a maioria dos empresários ligados à saúde, liberalizar a prática da interrupção voluntária da gravidez trará como consequência possível a proliferação de clínicas privadas, transformando a mulher e o feto em alvo fácil de interesses comerciais;
- Porque o aborto a pedido, sendo sem sombra de dúvida uma questão de consciência, integra também – como o reconhece o legislador ao manter a punibilidade do facto se praticado a partir das dez semanas e um dia – uma evidente questão de ordem pública. (Pergunta aos defensores do NÃO: porque não realiza-lo até ao final da gravidez? Ou mesmo nas primeiras semanas após o nascimento?) ;
- Ainda um dos, julgo sabidos, problemas do aborto é que por vezes o bebé nasce vivo e tem de ser morto fora do corpo da mãe - muitas vezes sufocado na placenta ou, então, deitado para o lixo.
Contudo, há casos em que o bebé não só nasceu vivo como sobreviveu.
Este é o testemunho de um dos muitos casos destes, de uma menina que sobreviveu ao aborto perante a Constitution Subcommittee of the House Judiciary Committee, em 22 de Abril de 1996.

"O meu nome é Gianna Jessen e tenho 19 anos. Nasci na Califórnia mas actualmente vivo no Tennessee. Fui adoptada e tenho paralisia cerebral. A minha mãe verdadeira tinha 17 anos e estava grávida quando decidiu fazer um aborto. Eu sou a pessoa que ela abortou. Mas em vez de morrer sobrevivi. Felizmente para mim, o abortador não estava na clínica quando eu nasci com vida, pelas 6 horas da madrugada de 6 de Abril de 1996. Eu fui precoce: a minha morte não estava prevista para antes das 9 horas, altura em que o abortador deveria começar a trabalhar. Tenho a certeza que não estaria aqui hoje no caso de o abortador estar na clínica, uma vez que o seu trabalho é matar: não é salvar. Houve muitas pessoas que presenciaram o meu nascimento: a minha mãe e outras raparigas novas que estavam na clínica à espera que os seus bebés morressem. Disseram-me que isto foi um momento de histeria. Próximo estava uma enfermeira que aparentemente chamou a emergência médica e eles transferiram-me para um hospital. Ali fiquei, mais ou menos, três meses. No princípio não havia muita esperança pois eu pesava somente 500g. Hoje, já sobreviveram bebés mais pequenos do que eu. Uma vez um médico disse-me que eu tinha um grande desejo de viver e que eu lutava pela minha vida. Acabei por sobreviver e sair do hospital sendo entregue a uma ama. A minha paralisia cerebral foi atribuída ao aborto."


Por outras palavras:

A liberalização do aborto não resolve os problemas que denuncia.


Apesar de pensar que com o que disse já respondi ao seu comentário, responderei directamente:


1. É claro que se fazem abortos clandestinos em Portugal! Alguém foi condenado a pena de cadeia por isso? A legalizaçõ do aborto só irá aumentar os números destes abortos clandestinos, as estatisticas comprovam-no! Pois... Quem sabe...
2. Eu também já estive em muitos países referenciados como "terceiro mundistas" e acredite que há países que possuem melhores condições para a realização de aborto e no entanto essa Lei não está em vigor. Em Portugal não é pela aprovação dessa Lei que as condições em que actualmente são praticados os abortos vão melhorar! Ao invés a saturação do já saturado Sistema Nacional de Saúde com a prática do aborto só vai tender para uma degradação não só das condições em que vão ser praticados os abortos mas sim de outros actos médicos em geral.
A probabilidade de falha dos mais comum métodos contraceptivos, preservativo e pílula, é de 2% e 0,01% respectivamente, quando a sua utilização fôr conjugada este ínfimo numero desce drasticamente... Faça os cálculos!
3. Uma gravidez na adolescência... Estraga realmente a adolescência? Se é uma questão de educação, invista-se na educação!! Se existe um problema, há que ir à raiz desse problema, e o aborto não o é!
Penso que no que refere exista em certo ponto uma desordem sequencial. Era plenamente normal na década de 60-70 as adolescentes contraírem matrimónio dado que nessa altura já eram consideradas "mulheres", eram mais responsáveis, tinham outra visão sobre tudo o que faziam pensando no futuro e sobretudo outra educação para a vida... mas assim começamos novamente a entrar no campo da educação, e volto a dizer... Invista-se na educação!
4. Devido a falta de tempo li o tal blog na diagonal e pareceu-me ver alguns exemplos que só são tomados como exemplos até onde interessam, ou seja, até onde servem para defender o SIM e alguma incoerência.Repito: Um aborto custa ao estado perto de 1200€, sem despesas de internamento, complicações, outros actos médicos ou material médico.
5. e 6. A aprovação da Lei do aborto não vai permitir a criação de condições médicas para a sua prática, apenas vai permitir a sua realização nas actuais condições existentes no Sistema Nacional de Saúde (penso que infelizmente já tenha entrado num hospital e saiba do que me refiro...) degradando-as ainda mais e fomentando ainda mais as listas de espera para actos cirúrgicos e o número de óbitos decorrentes de pessoas que precisam MESMO do SNS.
O SNS visa tratar doentes!
Continuo a repetir: Invista-se na educação!

Porque é que eu digo e refiro e volto a mencionar a questão da educação? Porque é aí que está o núcleo da questão!
Nos anos 60/70 não existia a tamanha quantidade de informação acerca de métodos contraceptivos que existe hoje ou mesmo a existência deles sua corrente vulgarização!
Mas nessa altura, tinha-se uma educação e uma cultura em que a abstinência era o melhor método contraceptivo e a melhor opção para evitar uma gravidez! E toda a gente tem essa opção! Daí que há partida uma mulher tenha a opção de não engravidar. Actualmente e pelo que já deixei transparecer a maioria das pessoas estão suficientemente informadas para saberem que correm risco, ainda que mínimo, quando usam preservativo ou pílula. Portanto, se uma pessoa não considera a abstinência como opção válida sabe que está a adoptar um comportamento que pode ter consequências. E parece-me que uma pessoa que toma a decisão de iniciar a sua vida sexual, deveria ter maturidade e consciência para aceitar as consequências, mesmo que indesejadas! Contudo, sei que não é isto que acontece. Julgo mesmo que o ideal seria voltarmos a ter uma educação para a abstinência. Ou pelo menos que se apresentasse essa opção aos adolescentes visto que actualmente o sexo aparece quase como uma obrigação na adolescência, muito por culpa das Moranguices, MTV, revistas Maria e afins. A educação sexual nas escolas, antes de ensinar como se usa o preservativo, devia ser um meio de divulgar a opção da abstinência. Quanto à questão caso o aborto seja despenalizado de que tem sido alvo este post, vai constituir um novo método contraceptivo! Acredito também que a falta de escrúpulos das pessoas abrirão rapidamente precedentes e daqui a uns tempos os nossos médicos farão abortos por qualquer motivo ou mesmo sem motivo nenhum, uma vez que o médico nem terá o direito de perguntar porquê. Não me espantarei se um dia algures em Portugal, após a despenalização, um homem e uma mulher tiverem uma conversa deste género:

- Queres ir para a cama comigo?
- Epah querer querer até queria, mas não tenho preservativos.
- Epah eu também não... e não estou a tomar a pílula…
- Mas deixa lá, o aborto agora é legal, se houver azar depois resolve-se!
- Pois é!
- Uma pessoa até se esquece! Então 'bora?

Bem, talvez eu esteja a exagerar. Espero que sim! Mas vou votar "NÃO" e um dos motivos é achar que o estado português deve ter um papel defensivo, quase paternal, nestas questões complicadas (em parte porque os portugueses padecem de imaturidade quase-generalizada e noutra parte porque é para isso que um estado serve).

Cumprimentos,

Tiago


(Peço desculpa por eventuais erros ortográficos e/ou gramaticais)

terça-feira, janeiro 16, 2007

Morangos com adoçante

Gato Fedorento

Ricardo Araújo Pereira

Dois videos do considerado como o maior humorista Português da actualidade.




sábado, janeiro 13, 2007

E agora um momentinho de poesia


Quem passou pela vida em branca nuvem
E em plácido repouso adormeceu:
Quem não sentiu o frio da desgraça,
Quem passou pela vida e não sofreu,
Só passou pela vida, não viveu.

KillerTex, comprimidos de cianeto de 1000 mg

1. O que é KillerTex
KillerTex é um medicamento pertencente ao grupo dos ansiolíticos, destinado a cessar todas as funções vitais, dando-lhe uma perfeita sensação de tranquilidade eterna.
A substância activa deste medicamento é cianeto, rigorosamente doseado em quantidades aleatórias. Os comprimidos contêm também: amido de milho, amido de batata, amido de castanha, amido de amido e cacau.

2. Apresentação
Cada embalagem contém um número indeterminado de comprimidos.

3. Contra-indicações
Não tome KillerTex se tem:

  • Saúde;
  • Falta de saúde;
  • Vontade de viver;
  • Outra qualquer condição médica.

4. Efeitos secundários
Efeitos secundários possíveis incluem coma e morte. E secura da boca.
Se se sentir morto na manhã a seguir a tomar KillerTex, contacte urgentemente o seu médico, farmacêutico ou agente funerário.

5. Gravidez e aleitamento
Não tome KillerTex durante a gravidez e aleitamento, pois os mecanismos letais do cianeto não foram estudados nessas condições.

6. Posologia
Tome KillerTex como o seu médico recomendou. Ele estudou 9 anos, pelos que em princípio deve saber o que está a fazer.

7. Sobredosagem
Em caso de sobredosagem não há nada a fazer.

8. Notas finais
Em caso de dúvida consulte o seu médico ou farmacêutico.
Recomende KillerTex aos seus amigos.

domingo, janeiro 07, 2007

Martinho da Arcada - Aniversário

Festeja 225 anos com fado e Cavaco de Silva!
O Café Martinho da Arcada, o mais antigo de Lisboa, celebra 225 anos a 7 de Janeiro, numa sessão a que assistirá o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, e que conta com a participação da fadista Kátia Guerreiro.

Foi a 7 de Janeiro de 1782 que abriu portas a Casa da Neve, anos mais tarde baptizada Café Martinho da Arcada, actualmente o mais antigo da capital.

O poeta Fernando Pessoa foi um dos seus clientes mais conhecidos e, reza a tradição, três dias antes de morrer, tomou café numa das suas mesas acompanhado do também poeta e pintor José Almada Negreiros.

O poeta de «A Mensagem» adoptara o «Martinho» depois de ter sido o frequentador d'A Brasileira do Chiado.

O nome de Martinho da Arcada ficou estabelecido em 1845, quando o então proprietário, Martinho Bartolomeu Rodrigues, se decidiu por esta denominação ao abrir o Café Martinho do Camões.

Mas o café-restaurante nas arcadas norte da Praça do Comércio teve várias denominações comerciais, de Casa da Neve passa, em 1784, a Casa de Café Italiana.

Em 1795 é o Café do Comércio e em 1824 passa a Café da Arcada do Terreiro do Paço, seis anos mais tarde é o Café Martinho, quando em 1845 passa a denominação que ainda hoje ostenta.

Dia 7 de Janeiro, na sessão celebrativa do 225º aniversário do café, a fadista Kátia Guerreiro fará «um apontamento musical, evocando Fernando Pessoa e outros dois grandes poetas que nos orgulham».

Kátia Guerreiro será acompanhada à guitarra portuguesa por Paulo Valentim, à viola por João Mário Veiga e no contrabaixo por Rodrigo Serrão.

A fadista editou o primeiro CD, «Fado Maior», em Junho de 2001, um trabalho cujas vendas ultrapassaram os 10 mil exemplares em Portugal e a L'Empreinte Digitale garantiu a edição mundial em Novembro de 2002.

Em Dezembro de 2003 editou o segundo álbum - «Nas mãos do fado» - onde, segundo o musicólogo Rui Vieira Nery, «largou amarras» e procura «com maior segurança» um «repertório próprio com toda a margem assumida».

Em Outubro do ano passado editou o seu terceiro álbum, «Tudo ou nada», tendo voltado a interpretar um tema de António Lobo Antunes, «Disse-te adeus à partida» na música do fado solene de Alberto Correia, e a visitar o repertório de Amália, de quem interpreta «Saudades do Brasil em Portugal» (Vinicius de Moraes ).

Além de Lobo Antunes, Kátia Guerreiro volta a interpretar neste álbum temas assinados por Maria Luísa Baptista, de quem já gravara «Asas».

Outro autor reincidente é Paulo Valentim, autor de «Canto da fantasia» e ainda da música de «Minha senhora das dores».

Café Martinho da Arcada

Inaugurado em 1782 pelo Marquês de Pombal, o Martinho da Arcada, localizado na Praça do Comércio é dos poucos cafés de Lisboa com história, que ainda se encontram abertos. Este estabelecimento teve como frequentador habitual Fernando Pessoa, assim que deixou de ir à Brasileira no Chiado. No início (da sua inauguração) este café era conhecido como “Casa da Neve”, isto porque fazia dinheiro a vender “neve”, ou seja, gelados. Mais tarde foi rebaptizado de “Casa de Café Italiana” pois esta bebida começou a ser largamente apreciada pelos elegantes da época. De 1784 a 1795 Domingos Mignani, um italiano, foi o proprietário do estabelecimento da Arcada, em 1815 o dono do botequim era um Simão Fernandes com certeza mais hábil nas relações públicas do que Mignani, pois transformara a casa no local mais “in” em Lisboa no inicio do séc. XIX. Bartholomeu Rodrigues, dono do café Martinho fica com a casa em 1829. Talvez por isso, ainda hoje se confunda o Café Martinho, no largo do Camões com o Café Martinho da Arcada (ou Café Arcada) da Praça do Comércio. Frequentado por ministros, arquitectos, escritores que em comum tinham ideias liberais, foi neste café que os intelectuais da época regozijaram quando em 1826 foi criada a carta constitucional e nesse mesmo estabelecimento os homens “iluminados” fizeram um juramento da Carta.

Gato Fedorento - Canção que expressa melhor o amor... Relativamente feiaaa... E tenham pelinhos...

Pessoas que bomitam bonelhos de cavelo...

Estava eu feliz a ver o vídeo do post anterior e o anuncio da Galp que tanto alegrou Portugal há uns meses, quando subitamente eis que me deparo com a descoberta de que existem pessoas que "bomitam bonelhos de cavelo..." é horrível e plenamente degradante como em pleno século XXI, ainda existem pessoas que "bomitam bonelhos de cavelo...".
Como é que ninguém ajuda estas pessoas que "bomitam bonelhos de cavelo..."?
Onde está o espírito de caridade e de entreajuda do povo português?
Como é que o mundo todo dorme e acorda e faz a sua vida sossegado sabendo que existem pessoas que "bomitam bonelhos de cavelo..."?
Estou chocadíssimo com esta noticia que apanha todos de surpresa!
Como é que o programa do Sr. Manuel Luís Goucha e a TVI deixaram escapar esta noticia tão horrorosa, tão horrorosa, tão dramática e tão chocante de pessoas que "bomitam bonelhos de cavelo..."? Deixaram escapar uma oportunidade única de elevar o share do Jornal Nacional!
Vamos ver este vídeo... Este vídeo que pode chocar as pessoas mais sensíveis como o José Castelo Branco...




Esta notícia é incomoda e perturbadora, pois revela-nos a resposta à pergunta que toda a gente se interroga nas suas vidas, que todo o mundo se interroga e se envergonha... o que é... "bonelhos"!!??

Se sabe a resposta a esta pergunta faça o favor de responder ao comentar este post, a sua resposta pode determinar a felicidade e o salvamento de muitas pessoas! A sua resposta pode ser a feliz contemplada para aparecer neste blog!

Se "bomita bonelhos de cavelo" com regularidade ou sem regularidade, ou conhece alguém que o faça, ligue para o seguinte número: 707 666 707

E fiquei extremamente feliz!

E perguntam vocês... "Porque ficaste extremamente feliz?" e eu digo: Que raio de pergunta essa! Vejam o video e logo vão perceber!



Comentem, se ficarem felizes com o video...