quinta-feira, junho 29, 2006

All of you

Julio Iglesias and Diana Ross

I've never had this feeling before
I've never wanted anyone more
And something in your eyes tells me
You feel the way that I do
(I feel like you do)
If you would like to stay here all night
You know that I would say
It's all right
Though I'm saying yes
I confessI've got more on my mind
'Cause I want more of you
Than your time

All of you, your body and soul
Every kind of love you can express
All the secret dreams you've never told
I want everything
And I'll take nothing less
All of you as long as you live
Everything you've never shared before
I want all of you that you can give
All your joys and all your sorrows
Your todays and your tomorrows

How I long to feel the warmth of your touch
And then if I'm not asking too much
I'd like to spend my life wand'ring through
All the wonders of you

And when we're lying close in the dark
So close I feel each beat of your heart
I want you to reveal what you feel
All you hold deep inside
There is nothing I want you to hide

All of you, your body and soul
Everything you want this love to be
I want all of you
All that you can give
And in return for all your giving
Let me give you all of me
All of you, your body and soul
Every kind of love you can express
All the secret dreams you've never told
I want everything (everything) everything
All of you as long as you live
(As long as you live)
Everything you want this love to be
I want all of you
All that you can give
In return (in return) I wanna give you...
Let me give you

Festa maior de Vila Franca começa já na sexta-feira



A festa maior de Vila Franca de Xira está de regresso à cidade ribeirinha.

Setenta e dois anos volvidos sobre a primeira edição, o Colete Encarnado continua a ser um dos certames mais afamados e castiços da região, numa clara homenagem aos homens que fazem dos campos da Lezíria vila-franquense a sua forma de vida.

Em vésperas do arranque de mais três dias repletos de festa, o programa da edição deste ano do Colete Encarnado já está naturalmente preparado. Mais uma vez, toiros em esperas e largadas, festa brava na Palha Blanco, música em vários pontos da cidade, folclore, barcos no rio, sardinhada e convívio nas tertúlias voltam a dar o mote ao certame que todos os anos anima os residentes e filhos da terra e recebe os milhares de forasteiros que, vindos dos mais diversos locais, aqui se deslocam no primeiro fim-de-semana de Julho.

Numa festa que se quer castiça e fiel à tradição que a fez e viu nascer, a edição deste ano do Colete Encarnado conta com algumas novidades. A primeira acontece logo no primeiro dia de festa, duas horas depois da visita às tertúlias, com a realização, na Igreja Matriz de Vila Franca de Xira, de uma Missa "Rociera" com o Grupo Trakamandana. O serão de sexta-feira prossegue, de resto, com outra alteração provocada pela realização no Sabado do jogo dos quartos de final do Campeonato Mundial de Futebol e que leva a que este ano a tradicional corrida de toiros se realize logo na sexta-feira, às 22:30 horas. A habitual espera de toiros, seguida de largada realiza-se a partir das duas da manhã. Em termos musicais, a primeira noite de festa ficará a cargo do grupo “Mesa”, no palco da Avenida Pedro Vítor, a partir das 22h30. Sábado é dia longo por excelência.

O sábado, dia longo por excelência do Colete Encarnado, traz consigo a reafirmação de alguns dos momentos fortes da festa que o tempo já se encarregou de consagrar. O dia começa com a concentração de campinos e deposição de uma coroa de flores no Monumento ao Campino, às 10 horas. Durante a manhã haverá ainda tempo para a condução de jogos de cabrestos e corridas de campinos, no Largo 5 de Outubro, e animação no Mercado Municipal com o Grupo Coral Unidos do Baixo Alentejo. Como é habitual, a tarde começa por reunir atenções no Largo da Câmara onde, inicia-se a tradicional cerimónia de homenagem ao campino. Depois da cerimónia, campinos, atrelagens, cavaleiros e amazonas iniciam o desfile pelas ruas da cidade vila-franquense, que este ano conta com a realização do primeiro concurso de atrelagens de tradição.
Às 18h00 horas as atenção ficam viradas para o Rio Tejo, onde está prevista a chegada a chegada a Vila Franca de Xira do IV Cruzeiro / Regata da Moita. À mesma hora, mas começa a segunda espera e largada de toiros da edição deste ano da festa.

A noite traz consigo uma das razões que levaram à existência do certame: trata-se da sardinha assada, que começa a ser distribuída a partir das 22h30 horas, a par da folia nocturna que estará a cargo de vários grupos musicais, fadistas, sevilhanas e ranchos folclóricos nos sete pontos de animação espalhados pela cidade. Naquela que é já por tradição uma noite bastante longa, o serão avança com o concerto de “Luis Represas”, no palco da Avenida Pedro Vítor. E prossegue com a Garraiada da Sardinha Assada, na Palha Blanco, a partir das duas da manhã. Ainda antes do sol nascer, os mais resistentes poderão saborear um caldo verde, que será distribuído a partir das quatro e meia da manhã, na Rua 1º de Dezembro, junto à antiga lota.

Certame dinamizado com algumas novidades Depois de uma noite que a tradição manda que seja bem comprida e animada, a manhã de domingo proporciona aos amantes dos toiros, mais uma espera seguida de largada, a partir das 10h30. À tarde a animação acontece no jardim Municipal Constantino Palha, com a realização de um concerto a cargo da Banda Filarmónica do Ateneu Artístico Vilafranquense, a partir das 15h00, seguido de actividades infantis. Três horas depois, as atenções concentram-se na Praça de Touros Palha Blanco onde será promovida uma corrida. À noite, o jardim municipal recebe o encerramento da edição deste ano da festa com o Fado de Vila Franca e Fogo de Artificio, às 24 horas.

Em vésperas de mais uma edição da festa maior de Vila Franca de Xira, Maria da Luz Rosinha está, de resto, convicta de que estão reunidas todas as condições para que a cidade volte a vestir da melhor forma o Colete Encarnado e sublinha que as novidades introduzidas poderão a ajudar a dinamizar ainda mais o certame. “A missa que se realizará na sexta-feira e que terminará com um momento de fado nas escadas da própria igreja, será uma ligeira variante ao que tem sido os anos anteriores e acreditamos que a ligação entre o profano e o religioso agradará a todos. Com a espera de toiros às duas da manhã também esperamos garantir a animação durante toda a noite de sexta-feira. Também não temos dúvidas de que a actuação do grupo musical "Mesa" e de "Luis Represas" vão colher grande entusiasmo dos milhares de pessoas que costumam afluir a estes concertos e a realização do concurso de atrelagens tradicionais no sábado também ajudará a engrandecer a beleza da nossa festa”.


In Vida Ribatejana

Festas de Vila Franca de Xira, muy nobre ciudad

COLETE ENCARNADO 2006












Realiza-se sempre durante o primeiro fim-de-semana de Julho, em Vila Franca de Xira.

A festa tem as suas raízes e está ligada, como o nome indica, ao colete (encarnado) do campino.

O campino é o homem que montado no seu cavalo reúne os touros bravos, leva-os ao pasto e os conhece um por um.

Poder-se-á assistir a tradições muito antigas do Ribatejo:
- Esperas e largadas de toiros, que é o momento mais importante desta festa;
- Sardinhas assadas acompanhadas por bom vinho tinto das Lezírias, durante toda a noite nas principais ruas da cidade;
- Touradas na Praça de Toiros Palha Blanco;
- Desfile dos campinos a cavalo, com o seu traje típico – meia branca, colete encarnado, camisa branca e barrete verde – pelas ruas da cidade.















SEXTA-FEIRA, 30 DE JUNHO

11h00 – “Pilha Galinhas” Animação no Mercado Municipal e Praça do Município
20h00 – Missa Rociera com o Grupo Trakamandana (Igreja Matriz de V. F. Xira)
21h45 – Inauguração do Monumento ao Forcado – Junto à Praça de Touros Palha Blanco
22h00 – Animação itinerante nas ruas da cidade com o a Tuna Académica da Universidade Independente, Grupo “Pilha Galinhas” e o Grupo Zés Pereiras “Os Baionenses do Centro Recreativo e Cultural do Casal do Freixo
22h30 – Corrida de Toiros na Praça Palha Blanco
22h30 – Concerto pelos “MESA” (Av. Pedro Victor)
00h00 - DJ ROD THA FUNK (Av. Pedro Victor)


SÁBADO, 1 DE JULHO

02h00 – Espera de Toiros seguida de Largada
09h00 às 19h00 – Feira de Velharias no Jardim Municipal de Vila F. Xira – Org.: Junta de Freguesia de Vila Franca de Xira
11h00 – Animação no Mercado Municipal - Grupo Coral Unidos do Baixo Alentejo
11h30 - Concentração de Campinos e deposição de uma coroa de flores no Monumento ao Campino
12h00 – Homenagem ao Campino na Praça Afonso de Albuquerque (Lg. da Câmara)Desfile de Campinos / Desfile de Atrelagens
18h00 – Espera de Toiros seguida de Largada
18h00 – Chegada a Vila Franca de Xira do IV Cruzeiro / Regata da Moita
22h30 – Noite da sardinha assada (Rua 1º de Dezembro, junto à Travessa do Araújo e antiga Lota)
23h00 – Animação itinerante nas ruas e palcos da cidade – Fado, Sevilhanas, Tunas Académicas, Grupos de Música e Ranchos Folclóricos
23h30 – Concerto com LUÍS REPRESAS (Av. Pedro Victor)


DOMINGO, 2 DE JULHO

01h30 - Espectáculo de Sevilhanas, com o grupo Sueños de Raza Flamenca (Av. Pedro Victor)02h00 – Garraiada da Sardinha Assada na Praça de Toiros Palha Blanco
04h30 – Distribuição de caldo verde09h00 – Partida do IV Cruzeiro / Regata da Moita
10h30 – Espera de Toiros seguida de Largada
15h00 – Concerto com a Banda do Ateneu Artístico Vilafranquense no Jardim Municipal
18h00 – Corrida na Praça de Toiros Palha Blanco
23H30 – Animação com fado na Praça Afonso de Albuquerque (Lg. da Câmara)
24h00 – Encerramento com o Fado de Vila Franca, na Praça Afonso de Albuquerque (Lg. da Câmara) e fogo de artificiono Rio Tejo


Exposição de Fotografia de João Trigueiros: “Memórias TV e Momentos Taurinos”Até 15 de JulhoGaleria Municipal de Exposições de V. F. X.Horário: 3.ª – f. a sábado, 14h/19h. Encerra aos domingos, 2.ª – f. e feriados. Integrada no Programa do Colete Encarnado


Programa de Animação


Sexta-feira - 30 de Junho

11.00 - Pilha Galinhas - animação itinerante
20.00 - Missa Rociera - com o Grupo Trakamandana na Igreja Matriz de Vila Franca de Xira -Terminada a Missa - Actuação dos Fadistas nas escadas da Igreja
22.00 - Pilha Galinhas - animação itinerante
22.00 -* Animação Itinerante nas Ruas da Cidade - Grupo Zés Pereiras “Os Baionenses do Centro Recreativo e Cultural do Casal do Freixo”
22.15 - Tuna Académica da Universidade Independente
22.30 - Concerto pelos MESA no palco da Av. Pedro Victor-DJ Rod Tha Funk


Sábado - Dia 1 de Julho

11.00 às 13.00 - Animação itinerante no Mercado Municipal Grupo Coral Unidos do Baixo Alentejo
12,00 - Participação da Banda Filarmónica do Ateneu Artístico Vilafranquense na Homenagem ao Campino seguido de desfile de campinos e de atrelagens
22h45 - Estudantina Académica do ISEL
22h00/24h00 - Animação itinerante com Os Baionenses C.C. Casal do FreixoPalco do Quartel dos Bombeiros Voluntários
23.00 - Orquestra Ligeira da Sociedade F. Recreio Alverquense
24.00 - “Suenos de Raza Flamenca” - Flamenco
01.00 - Baile com organista Hugo Miguel Palco do Mártir Santo
23.00 - Grupo Cavaquinhos G.R.Bragadense
00.00 - Rancho Foloclórico
01.00 - Rancho FoloclóricoPalco Telmo Perdigão
23.00 - FadoPalco Misericórdia
23.00 – FadoPalco Av. Pedro Victor
23.30 - Luís Represas
01.30 - “Suenos de Raza Flamenca” – Flamenco Domingo


Dia 2 de Julho

15.00 - Concerto com a Banda do Ateneu no Jardim Municipal
23.30 - Fado - Praça Afonso de Albuquerque (Rodrigo Pereira)
24.00 - Encerramento - Jardim Municipal - Fado de Vila Franca e espetáculo pirotécnico.


30/6,1/7 e 2/7 - Fadistas e Guitarristas - Actuação Tertúlias, Palcos e Encerramento

EMBRUTECIMENTO SOCIAL

Ser “In” na grande cidade:

A PÉ:

- Usar sempre óculos de sol;
- Nunca andar de queixo descaído;
- Falar muito ao telemóvel (é essencial demonstrar que se tem uma vida social muito activa e que se é interessantes);
- Nunca olhar nos olhos de alguém;
- Nunca sorrir a desconhecidos;
- Dar empurrões, passar por cima se for necessário, mas nunca se desvie do caminho;
- Nunca dizer bom dia ou boa tarde (conforme a hora, mas também não é relevante porque não é para dizer);

Nunca, mas mesmo nunca ser educado ou ter, nem que seja, o mais pequeno gesto de simpatia.


NO METRO OU ESTAÇÃO DE COMBOIOS:

- Não olhar nunca para quem está com um olhar meio perdido;
- Evitar ao máximo dar indicações e ser prestável (ser simpático é um mau princípio);
- Andar, por isso, sempre de cabeça baixa;
- Nunca olhar nos olhos de alguém;
- Não se deixe ultrapassar na entrada para o transporte;
- Nunca ceder o seu lugar aos velhos, grávidas e pessoas com crianças de colo;
- Fazer sempre um ar distante quando se olha pela janela. Ou abstrair-se num livro ou na música do MP3;

O importante é ignorar que há pessoas ao seu redor.


NO AUTOMÓVEL:

- Usar sempre óculos de sol;
- Se está parado, nunca olhar para o carro do lado, sobretudo, se o seu for melhor;
- Usar o auricular, nem que seja a fingir;
- Ter sempre o ar de que está atrasado para algo mesmo muito importante (é essencial parecer não se tem de ser!);
- Seja sempre o primeiro a arrancar nos semáforos;
- Fazer um ar aborrecido quando alguém vai mais devagar (ou seja, dentro dos limites legais);
- Apitar muito quando alguém bate e o trânsito fica caótico. Nestes casos fica bem chamar nomes e aceitam-se alguns palavrões;
- Em caso de avaria da viatura também tem de apitar muito e fazer um ar mesmo muito chateado porque o carro está ali no meio a obstruir a via. É imprescindível mostrar ao dono da viatura que ali não é o local indicado para o carro avariar. (Também é permitido chamar nomes feios);
- Nunca rir ou mostrar um ar feliz e descontraído (o segredo está em ser carrancudo, o mais possível);

É fundamental não ser humano, educado e bem formado!

quinta-feira, junho 22, 2006

O tempo que nos resta

De súbito sabemos que é já tarde.
Quando a luz se faz outra, quando os ramos da árvore que somos soltam folhas
e o sangue que tínhamos não arde como ardia, sabemos que viemos e que vamos.
Que não será aqui a nossa festa.
De súbito chegamos a saber que andávamos sozinhos.
De súbito vemos sem sombra alguma que não existe aquilo em que nos apoiávamos.
A solidão deixou de ser um nome apenas.
Tocamo-la, empurra-nos e agride-nos.
Dói. Dói tanto!
E parece-nos que há um mundo inteiro a gritar de dor,
e que à nossa volta quase todos sofrem e são sós.
Temos de ter, necessariamente, uma alma.
Se não, onde se alojaria este frio que não está no corpo?
Rimos e sabemos que não é verdade.
Falamos e sabemos que não somos nós quem fala.
Já não acreditamos naquilo que todos dizem.
Os jornais caem-nos das mãos.
Sabemos que aquilo que todos fazem conduz ao vazio que todos têm.
Poderíamos continuar adormecidos, distraídos, entretidos.
Como os outros.
Mas naquele momento vemos com clareza que tudo terá de ser diferente.
Que teremos de fazer qualquer coisa semelhante a levantarmo-nos de um charco.
Qualquer coisa como empreender uma viagem até ao castelo distante
onde temos uma herança de nobreza a receber.
O tempo que nos resta é de aventura. E temos de andar depressa.
Não sabemos se esse tempo que ainda temos é bastante.
E de súbito descobrimos que temos de escolher aquilo que antes havíamos desprezado.
Há uma imensa fome de verdade a gritar sem ruído,
uma vontade grande de não mais ter medo,
o reconhecimento de que ý preciso baixar a fronte e pedir ajuda.
E perguntar o caminho.
Ficamos a saber que pouco se aproveita de tudo o que fizemos,
de tudo o que nos deram, de tudo o que conseguimos.
E há um poema, que devíamos ter dito e não dissemos, a morder a recordação dos nossos gestos.
As mãos, vazias, tristemente caídas ao longo do corpo.
Mãos talvez sujas. Sujas talvez de dores alheias.
E o fundo de nós vomita para diante do nosso olhar aquelas coisas
que fizemos e tínhamos tentado esquecer.
São, algumas delas, figuras monstruosas, muito negras,
que se agitam numa dança animalesca.
Não as queremos, mas estão cá dentro.
São obra nossa.
Detestarmo-nos a nós mesmos, é bastante mais fácil do que parece,
mas sabemos que também isso é um ponto da viagem
e que não nos podemos deter aí.
Agora o tempo que nos resta deve ser povoado de espingardas.
Lutar contra nós mesmos era o que devíamos ter aprendido desde o início.
Todo o tempo deve ser agora de coragem. De combate.
Os nossos direitos, o conforto e a segurança? Deixem-nos rir...
Já não caímos nisso! Doravante o tempo é de buscar deveres dos bons.
De complicar a vida.
De dar até que comece a doer-nos.
E, depois, continuar até que doa mais.
Até que doa tudo.
Não queremos perder nem mais uma gota de alegria,
nem mais um fio de sol na alma,
nem mais um instante do tempo que nos resta.

Amigos =)

Se existir guerra, que seja de almofadas
Se existir fome, que seja de amor...
Se for para aquecer, que seja o sol
Se for para enganar, que seja o estômago
Se for para chorar, que seja de alegria
Se for para roubar, que seja um beijo
Se for para perder, que seja o medo...
Se for para ser feliz, que seja SEMPRE... =)

Amigos nunca se perdem...
Apenas seguem caminhos diferentes, mas permanecem sempre no nosso coração... =)

Quando chover, eu abrigo-te...
Quando caíres eu levanto-te...
Quando chorares eu limpo-te as lágrimas...
Quando estiveres só, eu acompanho-te...
Quando te magoarem, eu apoio-te...

QUANDO PRECISARES, CHAMA POR MIM..NAO PROMETO QUE TE SALVO, MAS VOU TENTAR..

Devo-te isto e muito mais, pelo simples facto de me deixares chamar-te amigo... =)

Monotonia assassina

Quando estiveres cansado de olhar uma flor, uma criança, uma pedra, quando estiveres cansado ou distraído de ouvir um pássaro a explicar o ser, quando te não intrigar o existirem coisas e numa noite de céu limpo nenhuma estrela te dirigir a palavra, quando estiveres farto de saberes que existes e não souberes que existes, quando não reparares que nunca reparaste no azul do mar, quando estiveres farto de querer saber o que nunca saberás, se nunca o amanhecer amanheceu em ti ou já não, se nunca amaste a luz e só o que ela ilumina, se nunca nasceste por ti e não apenas pelos que te fizeram nascer, se nunca soubeste que existias mas apenas o que exististe com esse existir, quando, se - porque temes então a morte, se já estas morto?



Vergilio Ferreira in Pensar, pagina 263

sexta-feira, junho 16, 2006

Bugatti Veyron

Audi A6 Quattro



Melhor sistema de tracção permanente as quatro rodas.

Campo de treino Ninja







Este video vai mudar o vosso conceito de "impossivel"! Vejam!

Corre!

Corre...
Agarra a vida...
Não a deixes fugir...
Vais vivendo com calma sem pensares no futuro,
e pensas ter a felicidade ali a teu lado presa a ti
e sem pressa para fugir... podes estar enganado...
o que tu pensas ser a felicidade pode ser apenas
um modo de vida confortável que tu adquiris-te.
Conforto nem sempre é sinónimo de felicidade...
Corre atrás da vida... Luta por quem amas...
Vai de encontro aos teus objectivos, pois,
só os concretizando, poderás ser realmente feliz!
Se tens alguém a teu lado, alguém que te ama,
alguém que te deseja... Luta sempre por esse alguém...
Porque hoje está ao teu lado e amanhã ja pode não estar,
pode ter voado para bem longe de ti!
O mais dificil não é conquistar um amor,
mas sim mantê-lo... tens que saber tratá-lo...
Pensa na vida, luta, ama e vence...
senão o fazes um dia podes olhar para trás
e ver que não viveste, não foste quem querias,
não alcanças-te os teus objectivos, e aí,
pode ser tarde demais, porque o que viveste já passou
e não dá para mudar.
A vida é como a água de um rio,
vai sempre correndo para a frente não volta para trás...
E vida só tens uma.. Esta...
Podes ter o que queres, basta lutares e acreditares que és capaz...
Não desistas de ti... Não desistas da tua felicidade...
NÃO DESISTAS DA VIDA, PORQUE ELA TAMBÉM AINDA NÃO DESISTIU DE TI!!!

No Comment...



Sem comentários... Vejam!

É mesmo! Sarah Connor, inacreditável!



From Sarah Connor with love!

quinta-feira, junho 15, 2006

Despedida Desiludida

Sol, lua, terra, mar
Fogo, voz, odor, cheiro
Amar, querer, chegar
Fumo que sai do cinzeiro

Não digas mais nada
Não quero saber o que dizes agora
Estou perdido na emboscada
Do barco que se vai embora

Leva com ele toda a verdade
Num baú cheio de recordações
Deixando somente a saudade
Com milhares de desilusões

Leva tudo o que me fez perder o sentido
O que é a vida sem recheio?
É um caminho longo e descolorido
Quero chegar ao fim sem viver o meio

O meu coração bate, mas para quê bater?
Não quero ver o que vejo
Cega o dia que aí vem a nascer
Faz luz do meu desejo

Quero esquecer que existi num mundo
Onde já não quero estar
Pois o que tenho de mais profundo
Não tem onde poisar

Voa para a morte
Voa, dá asas para não sofrer
Procura uma melhor sorte.
No outro lado talvez vá ter

Desaparece, não deixes rasto
Enxuga as lágrimas de sal
Que molham o leito seco e gasto
Já não quero ser um simples mortal

Quero ouvir o vento sussurrar
Aos meus ouvidos de mansinho
O que tu amas não vai chegar
Procura outro caminho

O céu vai chorar, talvez
Tudo o que queria descobrir
Só tu não o vês
Só tu não vais sentir

Minha falta num poema
Numa carta, numa nota
Num filme de cinema
Ou no silêncio à tua volta.

Fez-se silêncio.
Será que já morri?
Será que já vejo o além?
Não.

Ainda não consegui
Continuo a ser ninguém...
Mas já morri um dia
Morte igual nunca terei

Pois a tristeza que nasceu da alegria
Sei que dela jamais sairei
Preso estou numa masmorra
Sem chave para abrir
À espera que morra

Daqui quero fugir
Já estive perto da eterna felicidade
Vivi na ilusão de a possuir
Mentira, calúnia de tenra idade

Uma vida passada a fingir
Morro, vivo para morrer
Não era isto que eu queria
Então para quê viver?

Vou apressar a minha estadia
Desfaleço nos dias que correm
Esmoreço gasto às incidências da minha vida
Minhas forças já morrem

Nesta triste despedida
Adeus, mundo cruel
Estou de partida para não voltar
Mas a ti serei fiel

Até à minha alma se apagar.
Amar-te-ei até ao limite da minha força interior
Venerar-te-ei como veneram o Senhor
Que lá no céu

Abençoará este amor só teu
Não te esqueças destas palavras singelas
De alguém que sofre com punhais
Cravados em suas costelas

Adeus!

Até sempre e nunca mais!

Tu

Tu acendes a chama do teu olhar
No mesmo segundo que te vejo passar
Como uma seta apontada ao desconhecido
Como um sopro de paz voando baixinho
Tu dizes, sentes, calas o mundo que te rodeia
Fazes as paredes ruir, as pedras chorar
O tempo correr lento num longo murmúrio
Que perdura na eternidade do sorriso
Tu estás sempre aquiSempre tão viva, tão real
Como o firmamento pleno de estrelas longínquas
Como o ar puro que o nada teima em crucificar
Tu és única, original
Um risco de uma tela cheia de linhas inacabadas
Chorando palavras que o tempo não apaga
Chovendo em mim um todo um imaginário sem fim