Um quarto sem vista para os golos
Portugal perdeu 3-1 com a Alemanha e se não acaba este Mundial admirado pelo seu bom jogo ontem não fez pior do que a média; os tiros de Schweinsteiger e um grande Kahn foram decisivos para que o terceiro lugar saísse à casa.
Foi pior o resultado do que a exibição, desta vez Portugal ficou apenas no quarto lugar do Mundial, ao perder por 3-1 com a Alemanha, em Estugarda.
Se Portugal não sai da prova conhecido pelo seu bom jogo – a filosofia do meio-a-zero... –, ontem, reconheça-se, não jogou pior do que a média e morreu com três tiros de fora da área, o primeiro numa falha de Ricardo e no segundo com um desvio para a própria baliza de Petit. Acresce que os dois primeiros golos aconteceram em cinco minutos (entre os 56’ e os 61’), quando a equipa até se podia ter adiantado no marcador deu uma nota de peso excessivo ao resultado final. O terceiro golo é um tiro monumental de Schweinsteiger, também de fora da área – Costinha, que não estava a jogar bem, saíra ao intervalo para entrar Petit.
Nuno Gomes reduziu já aos 87’ – primeiro golo de cabeça – num cruzamento de Figo da direita para o segundo poste, onde o jogador do Benfica apareceu muito bem. Um golo trabalhado por dois jogadores vindos do banco, porque Figo também não foi titular: para além de Ricardo Carvalho e Miguel – substituídos por Paulo Ferreira e pelo estreante Ricardo Costa – Scolari também deixou o jogador do Inter até aos 76’ no banco, altura em que substituiu Pauleta com 2-0 no marcador. A Alemanha mudou a defesa, a começar pelo guarda-redes, já que Kahn teve direito a um joguinho pelo seu bom comportamento. E esteve absolutamente impecável o velho guarda-redes (37 anos) que também ajudou a fazer a diferença ontem. Só foi batido quando não teve hipóteses.
Um jogo relativamente aberto para o que foi este Mundial, em que toda a gente joga à zona e em bloco. juntinhos, para correr riscos mínimos. Mas obviamente não tinha a tensão de todos os outros jogos em que a vida dependia daqueles 90 ou 120 minutos.
Na primeira parte, Portugal teve muitas dificuldades na defesa, concendendo muitos livres – demasiados – perto da área, mas Ricardo resolveu os problemas sem dificuldades de maior. Percebia-se que aqueles dois centrais tinham dificuldades perante dois pontas-de-lança, mas apesar de tudo dentro da área nunca entraram. Já no ataque, a Selecção teve duas grandes oportunidades: primeiro por Pauleta, isolado sobre a esquerda por Simão, mas o ponta-de-lança rematou de forma a permitir a defesa de Kahn; depois num canto de Deco, em que Simão não conseguiu cabecear apesar de estar em óptima posição e de estar desmarcado. Mas a verdade é que Portugal não marcou um golo de canto ou livre neste Mundial. Pior ainda, nos últimos três jogos, quanto a golos foram precisos 364 minutos para fazer um só e quando já perdíamos por 3-0. E uma equipa que tem Deco, Simão, Figo e Cristiano Ronaldo tem obrigação de marcar golos em qualquer jogo. Não marcar devia ser uma excepção.
Na segunda parte, antes e no meio dos golos alemães, Portugal criou jogo para marcar, mas só o conseguiu quando já não tinha hipóteses de recuperar. Jogou alguns minutos com dois pontas-de-lança (Pauleta-Nuno Gomes), mas Scolari rapidamente desfez isso, tirando o açoriano. Foi injusto o resultado, mas compreensível.
O árbitro japonês esteve longe de mostrar um nível mundial. Ficou a ideia de que houve um penálti cometido por Nuno Valente, que desviou com o braço um tiro de Kehl, mas também Cristiano Ronaldo foi derrubado por Metzelder na área sem qualquer castigo.
Foi pior o resultado do que a exibição, desta vez Portugal ficou apenas no quarto lugar do Mundial, ao perder por 3-1 com a Alemanha, em Estugarda.
Se Portugal não sai da prova conhecido pelo seu bom jogo – a filosofia do meio-a-zero... –, ontem, reconheça-se, não jogou pior do que a média e morreu com três tiros de fora da área, o primeiro numa falha de Ricardo e no segundo com um desvio para a própria baliza de Petit. Acresce que os dois primeiros golos aconteceram em cinco minutos (entre os 56’ e os 61’), quando a equipa até se podia ter adiantado no marcador deu uma nota de peso excessivo ao resultado final. O terceiro golo é um tiro monumental de Schweinsteiger, também de fora da área – Costinha, que não estava a jogar bem, saíra ao intervalo para entrar Petit.
Nuno Gomes reduziu já aos 87’ – primeiro golo de cabeça – num cruzamento de Figo da direita para o segundo poste, onde o jogador do Benfica apareceu muito bem. Um golo trabalhado por dois jogadores vindos do banco, porque Figo também não foi titular: para além de Ricardo Carvalho e Miguel – substituídos por Paulo Ferreira e pelo estreante Ricardo Costa – Scolari também deixou o jogador do Inter até aos 76’ no banco, altura em que substituiu Pauleta com 2-0 no marcador. A Alemanha mudou a defesa, a começar pelo guarda-redes, já que Kahn teve direito a um joguinho pelo seu bom comportamento. E esteve absolutamente impecável o velho guarda-redes (37 anos) que também ajudou a fazer a diferença ontem. Só foi batido quando não teve hipóteses.
Um jogo relativamente aberto para o que foi este Mundial, em que toda a gente joga à zona e em bloco. juntinhos, para correr riscos mínimos. Mas obviamente não tinha a tensão de todos os outros jogos em que a vida dependia daqueles 90 ou 120 minutos.
Na primeira parte, Portugal teve muitas dificuldades na defesa, concendendo muitos livres – demasiados – perto da área, mas Ricardo resolveu os problemas sem dificuldades de maior. Percebia-se que aqueles dois centrais tinham dificuldades perante dois pontas-de-lança, mas apesar de tudo dentro da área nunca entraram. Já no ataque, a Selecção teve duas grandes oportunidades: primeiro por Pauleta, isolado sobre a esquerda por Simão, mas o ponta-de-lança rematou de forma a permitir a defesa de Kahn; depois num canto de Deco, em que Simão não conseguiu cabecear apesar de estar em óptima posição e de estar desmarcado. Mas a verdade é que Portugal não marcou um golo de canto ou livre neste Mundial. Pior ainda, nos últimos três jogos, quanto a golos foram precisos 364 minutos para fazer um só e quando já perdíamos por 3-0. E uma equipa que tem Deco, Simão, Figo e Cristiano Ronaldo tem obrigação de marcar golos em qualquer jogo. Não marcar devia ser uma excepção.
Na segunda parte, antes e no meio dos golos alemães, Portugal criou jogo para marcar, mas só o conseguiu quando já não tinha hipóteses de recuperar. Jogou alguns minutos com dois pontas-de-lança (Pauleta-Nuno Gomes), mas Scolari rapidamente desfez isso, tirando o açoriano. Foi injusto o resultado, mas compreensível.
O árbitro japonês esteve longe de mostrar um nível mundial. Ficou a ideia de que houve um penálti cometido por Nuno Valente, que desviou com o braço um tiro de Kehl, mas também Cristiano Ronaldo foi derrubado por Metzelder na área sem qualquer castigo.
O MOMENTO DO JOGO: BOMBA DE SCHWEINSTEIGER
O endiabrado Schweinsteiger já tinha ensaiado a jogada: vir da esquerda para o centro do terreno e aplicar o seu remate forte. Desta vez tudo deu certo e o médio acabou com a resistência lusa, inaugurando o marcador. No lance, Ricardo parece mal batido e fica a queixar-se da estranha trajectória que a bola tomou. Mas nada havia a fazer. A Alemanha deu aqui um passo decisivo para a conquista do 3.º lugar.
FILME DO JOGO
1ª PARTE
6' - Ataque rápido da Alemanha a aproveitar falha de Nuno Valente. Já na área, Klose remata às malhas laterais
15' - Grande passe de Simão a isolar Pauleta. O açoriano, na área, com todo o espaço do mundo, não consegue bater Kahn. Remate defeituoso
20' - À entrada da área portuguesa, Kehl tenta o chapéu a Ricardo. O guardião português faz uma espectacular defesa para canto
25' - Podolski, eleito pela FIFA o jogador revelação do Mundial, bate um livre fortíssimo para mais uma grande defesa
de Ricardo
36' - Canto na esquerda do ataque português, marcado por Deco. Na pequena área, Simão falha o cabeceamento por milímetros
- Termina a primeira parte em Estugarda com Portugal e Alemanha empatados a zero. Maior posse de bola para
a selecção portuguesa
2ª PARTE
56' - A Alemanha ganha vantagem no marcador, num forte remate de Schweinsteiger de fora da área. Ricardo é mal batido
61' - Os alemães chegam ao 2-0. Remate forte de Schweinsteiger na marcação de um livre que Petit desvia para o fundo da baliza
63' - Portugal tenta reduzir a desvantagem. Deco rompe pela área alemã e atira a meia altura junto ao poste direito. Kahn faz a defesa da noite
76' - Nova ‘bomba’ de Schweinsteiger de fora da área, sem hipóteses para Ricardo. O médio é substituído logo a seguir e recebe ovação estrondosa
67' - Dois suplentes constroem golo de Porrtugal. O lance começa num cruzamento perfeito de Figo para a emenda de cabeça de Nuno Gomes
- Portugal esbarra numa noite de grande inspiração de Schweinsteiger e perde por 3-1. Golo de Nuno Gomes já veio tarde
FICHA DE JOGO:
Local: Gottlieb-Daimler Stadium, em Estugarda
Árbitro: Toru Kamikawa (Japão)
ALEMANHA: Oliver Kahn; Phillip Lahm, Robert Huth, Metzelder e Jansen; Kehl, Schneider, Frings e Schweinsteiger (Hitzlsperger, 79'); Klose (Neuville 64') e Podolski (Hanke, 70'). Treinador: Jurgen Klinsmann
PORTUGAL: Ricardo; Paulo Ferreira, Ricardo Costa, Fernando Meira e Nuno Valente (Nuno Gomes, 69'); Costinha (Petit, 45') e Maniche; Cristiano Ronaldo, Deco e Simão; Pauleta (Figo 77'). Treinador: Luiz Felipe Scolari
Golos marcados: 1-0, Schweinsteiger (56'), 2-0, Petit ( 61' p.b.), 3-0, Schweinsteiger (78'), 3-1, Nuno Gomes (88')
Acção disciplinar: Amarelos, Paulo ferreira, 60', Costinha, 32', Ricardo Costa, 24', Frings, 7', Schweinsteiger (78').
Manuel Queiroz
in Correio da Manhã








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