Luiz Felipe Scolari
Agastado e furioso foi assim que o brasileiro Luiz Felipe Scolari surgiu no final do encontro após uma derrota que não permitiu a Portugal chegar à tão desejada final de Berlim.
"Se existe uma vergonha para a América do Sul, aconteceu hoje. Foi uma excelente arbitragem. O árbitro fez direitinho o que queria fazer”, ironizou ‘Felipão’ no final do jogo dirigindo-se ao juiz da partida, o uruguaio Jorge Larrionda. “Portugal era um patinho feio no Mundial, estávamos a fazer força para permanecer na competição e tentámos fazer o golo até ao final, mas estava difícil. Há situações em que não é possível fazer diferente, fizemos o que foi possível. Não quero falar da arbitragem. Tentámos tudo para marcar, mas não conseguimos. A França marcou e ganhou”, reconheceu o seleccionador.
Sobre o jogo, Scolari considera que o resultado não foi justo. “Normal teria sido o empate e depois os penáltis, mas temos de dar os parabéns à França, que lutou com as armas que tinha”, concluiu ‘Felipão’. O técnico não deixou de elogiar os seus jogadores. “Éramos aquela equipa em que ninguém apostava. Tenho muito orgulho nestes atletas. Foram maravilhosos. Tentámos tudo para atingir a final. Chegámos onde há 40 anos não chegávamos”, afirmou.
ESQUECER A MELANCOLIA
Para Luiz Felipe Scolari, o momento é para esquecer a derrota com os franceses e fazer uma boa partida de despedida contra a Alemanha, no próximo sábado: “Amanhã [hoje] já vou ter de estar de boa cara para preparar o próximo jogo.”
“Vou trabalhar com o grupo agora. Vamos deixar passar toda esta melancolia, depois de estar a um passo e de não termos conseguido. Ainda podemos conseguir um terceiro lugar neste Mundial, o que também é muito interessante”, assegurou. O brasileiro espera muitas dificuldades no encontro do próximo sábado frente à Alemanha: “Vamos ter muitas dificuldades.” Sobre a final, Scolari, voltou a ironizar : “A França é favorita, se a Itália não abrir os olhos... Mas a Itália é forte, também fora das quatro linhas...”
CONTRATO ATÉ FIM DE JULHO
O brasileiro, que foi derrotado ao fim de 13 jogos em Mundiais, voltou a frisar que tem contrato apenas até ao próximo dia 31. “Ainda não há nada. Tenho contrato até ao final de Julho. Vou falar com o presidente e depois logo se vê”, concluiu.
MADAÍL DÁ PARABÉNS
Apesar de alguma tristeza patente no rosto, Gilberto Madaíl deu os parabéns à equipa das ‘quinas’. “O que sei é que dissemos e cumprimos. Portugal caiu de pé. Demonstrámos hoje [ontem] que o sonho podia ter-se tornado realidade”, afirmou o dirigente federativo. Madaíl já tem os olhos postos no 3.º lugar. “Vamos procurar um lugar de honra no próximo sábado”, afirmou o presidente da FPF. Sobre a arbitragem Madaíl não quis alongar-se. “Não posso falar mas vocês viram o que se passou”, concluiu.
UMA BELA BANCADA DE APOIO À SELECÇÃO
Os corações palpitavam acelerados ainda o jogo parecia distante. Mas naquela bancada, junto a uma bandeirola de canto, os familiares dos jogadores portugueses não escondiam natural nervosismo e ansiedade. Valeu, apetece dizer, a tranquilidade do senhor Osias, pai de Deco, como que a dar o exemplo a quem o rodeava.
Seria confiança ou aquela serenidade apenas aparência? A seu lado, outros familiares do ‘Mágico’ e, claro está Jaciara, a esposa, presente em quase todos os jogos da Selecção no Mundial. Cristiano Ronaldo foi dos mais aplaudidos.
O jovem madeirense tem dezenas de familiares na Alemanha e nenhum perde a oportunidade de ver Portugal. A irmã Kátia, o mano Hugo, os cunhados Zé e Edgar e alguns familiares provenientes da Austrália não faltaram à chamada.
Aliás, ainda antes do jogo passaram mesmo pelo Hilton Park, onde está hospedada a Selecção. Merche Romero, esperada em Munique, não conseguiu chegar a tempo – problemas para arranjar voo para uma vasta equipa do ‘Portugal no Coração’ estiveram na origem da ausência.
Mas apoio não faltou. Nunca. As esposas de, entre outros, Hugo Viana, Ricardo Carvalho, Jorge Andrade, Hélder Postiga, a mãe de Figo enfim, deram beleza à bancada.







Sem comentários:
Enviar um comentário